De Vitor Birner
Palmeiras 0×1 Grêmio
Marcos, no vigésimo nono minutos da etapa complementar, deixou sua área para esperar o cruzamento na cobrança da falta e tentar marcar o gol.
Mais três minutos, e a cena se repetiu.
Aos 38, outra vez.
Nos acréscimos, idem.
O mito Alviverde era o reflexo do desespero palmeirense.
As razões eram simples.
Os problemas das últimas semanas e a incapacidade de seu time na criação incomodavam.
Ele tinha falhado no gol de Tcheco.
A indecisão no cruzamento acabou com a bola dentro das redes.
O gol dos visitantes foi sem querer, o que não é feio ou proibido.
O Palmeiras não esboçou reação.
Foi incapaz de ultrapassar o bloqueio do rival.
Passou grande parte do confronto a procura de erros de arbitragem, entrou na catimba gremista e “esqueceu” de jogar com a bola nos pés, onde tem mais recursos.
Elder Granja ficou preso na direita, não desceu.
Denilson também falhou na armação.
Evandro. Léo Lima e Leandro pouco realizaram com a bola nos pés.
Faltava aproximação entre eles, e com Alex Mineiro
Aliás, as propostas de jogo de Roth e Luxa eram claras.
A visita defendia, contra-atacava e quando possível, segurava a posse de bola na frente.
O anfitrião tentava, quase em vão, tomar a iniciativa de atacar.
Nenhuma das equipes conseguiu o que desejou.
Mas o Imortal Tricolor chegou próximo.
Os gaúchos pecaram apenas nos contra-golpes.
Marcel perdeu a grande chance na etapa inicial.
O Palmeiras é um time mal-treinado, sem padrão de jogo e meio de campo titular.
Não me diga, por favor, que o elenco gremista é superior.
Melhor, mesmo, se comparado ao de Luxemburgo, é o trabalho de Roth.
Maior, sem dúvida, é o empenho coletivo gremista.
Por isso o Grêmio continua forte na luta pelo título.
O Palmeiras não está fora, entretanto, neste momento, diante do futebol fraco que apresenta, e com o Flamengo pela frente na próxima rodada dentro do Maracanã, é bom se preocupar também em conquistar a vaga na Libertadores.
Botafogo 0×1 Flamengo
Um lance duvidoso de pênalti em Jorge Henrique, não marcado por Marcelo Lima Henrique, aos 30 segundos, era tudo que o clássico não precisava.
Os atletas botafoguenses, conhecidos pelas cenas de instabilidade emocional, entram com os nervos a flor da pele nos clássicos.
A jogada acirrou os ânimos.
Mesmo assim, a equipe de Ney Franco manteve a posse de bola por mais tempo e obrigou Bruno a fazer defesas difíceis.
No intervalo, Maxi, o atacante veloz, deu lugar ao Josiel.
Caio Jr pretendia ver seu time mais próximo do gol adversário, por isso escalou um jogador de área.
Não mudou grande coisa.
O Glorioso continuou um pouco superior.
Apenas na metade do segundo tempo o Rubro-Negro foi ao ataque, deixou o duelo mais aberto e a bola começou a passar mais vezes próxima do goleiro Renan.
O gol flamenguista foi de pênalti, aos 37, bem cobrado por Kleberson.
Ainda houve tempo para Fábio perder a chance do empate.
Com esse futebol, o Flamengo não briga pelo título.
Cruzeiro 1×0 Fluminense
O Tricolor valorizou a vitória da Raposa.
A partida do Mineirão foi difícil para ambos os times.
O destaque cruzeirense na temporada marcou o único gol.
Ramires, sem dúvida, está na seleção da temporada.
Guilherme e Conca foram os outros destaques da boa partida do Mineirão.
O Flu, por conta dos resultados, continuou fora da zona do rebaixamento.
O Cruzeiro mantém o sonho do bicampeonato brasileiro.
Coritiba 0×0 Náutico
O Coxa, sem almejar mais nada no brasileirão, teve a iniciativa ofensiva, como é de costume no Couto Pereira.
O Timbu, ao contrário, precisava de pontos para tentar escapar da zona do rebaixamento, mas não possui os recursos técnicos necessários para tomar conta do duelo.
No fim, o 0×0, apesar de ainda deixar o Náutico entre os quatro últimos, agradou mais aos visitantes.
Sport 2×1 Goiás
O bom primeiro tempo, quando aconteceram os gols, teve o Sport pressionando, enquanto os esmeraldinos, fechados, eram perigosos nos contra-golpes.
Ambos não tinham grande ambição, já que estão em posições tranquilas na tabela de classificação.
A vitória premiou o esforço do Leão que não havia vencido nenhuma das 8 partidas anteriores.
Internacional 4×0 Ipatinga.
O time reserva do Inter passou com tranqüilidade pelos mineiros.
O Ipatinga jogou a toalha.
Basta reparar as diferenças de comportamento dos outros rebaixáveis para ter certeza.
Todos lutam muito.
O Ipatinga, ao contrário, parece entregue desde o início.
A expulsão de Léo Oliveira, aos 15 do primeiro tempo, contribuiu para o desempenho sofrível.
O árbitro Sérgio da Silva Carvalho foi bem rigoroso na punição da falta do zagueiro.
Vitória 0×1 Atlético MG
O Vitória desandou no segundo turno.
Parece que alguns atletas acertaram suas transferências para outros times na próxima temporada, e pisaram no freio.
O Galo vive momento bem diferente
Um treinador da casa e garotos em formação nas categorias de base atleticanas, acabaram com o risco de rebaixamento, mesmo diante dos graves problemas políticos e salariais atleticanos.
Estão todos de parabéns pelos resultados.
Resta saber se continuarão no Atlético em 2009.