Sem Nadal na decisão.

11 Nov

Geral

De Vitor Birner

Rafael Nadal machucou o joelho direito e não poderá disputar as finais da Taça Davis, a Copa Libertadores do tênis, contra a Argentina.

A Espanha busca um substituto.

Tommy Robredo já disse que ficou inativo nos 12 últimos dias e não aceitará o chamado.

Falou que não tem condições de defender o país como deve.

Emílio Sanchez Vicário, capitão da equipe, deverá anunciar ainda hoje o substituto.

No site www.marca.com há uma enquete sobre a possibilidade da Espanha, sem o número 1, derrotar a Argentina.

Na última vez que vi, 14.300 não acreditavam e 7159 ainda crêem.

Enquanto isso, os hermanos vibram e se concentram.

O capitão Alberto Manici afirmou que todos desejavam ver nadal de perto, mas todos também querem ganhar!

Darão suas vidas para conseguirem a façanha.

Haja pressão!!!

Os jogos acontecerão entre os dias 21 e 23, em Mar Del Plata, na Argentina, .

Se alguém puder assistir e conseguir o ingresso, não perca.

Escrito por Vitor Birner às 13:35 Vitor Birner 18 Comentários

Marcos ou São Marcos?

11 Nov

Birnadas

De Vitor Birner

A resposta é óbvia: São Marcos.

Goste ou não quem trabalha com ele.

Mas e contra o Grêmio?

Eu nem pretendia entrar na polêmica de forma tão direta.

Como o assunto tomou grandes proporções, quero me posicionar.

O jogo de domingo não deveria, contudo pode simbolizar o possível fracasso Alviverde no brasileirão de 2009.

O objetivo da direção palmeirense em 2008 é o título e não a vaga na Libertadores, também longe de ter sido assegurada.

O alento palestrino é que Caio Jr está meio perdido no Flamengo e tirante a partida do próximo domingo contra o Rubro-Negro no Maracanã, o caminho do Palmeiras será menos difícil.

Imagine que desastre se terminar em quinto lugar, mesma posição do ano passado.

Em 2008 houve investimento pesado no futebol, o reforço da parceria com a Traffic, a comissão técnica caríssima e de ponta…

A expectativa da cartolagem é coerente.

Sugiro colocarmos a emoção de lado e as coisas nos seus devidos locais.

O maior responsável pelos problemas é Vanderlei Luxemburgo.

Seu time foi mal treinado.

Eu acreditei que Luxa se recuperaria das 3 últimas temporadas ruins.

Trouxe os atletas que desejou, está num time onde tem histórico de conquistas, o campeonato é por pontos corridos, se trata de um bom treinador e pensei que ganhar fosse prioridade na vida dele.

Errei.

Ao invés da esperada equipe forte, lembrarei das declarações do treinador durante a temporada.

Falou que indicou jogador para o Santos por ser amigo de Marcelo Teixeira, ofereceu algumas dicas para outros treinadores de como armarem seus times, garantiu o título da Copa do Mundo de 2002 sob seu comando, comentou a partida do Palmeiras na Globo, deu bronca pública no Marcos porque o goleiro havia reclamado nos microfones da atuação do time após uma péssima apresentação.

O treinador, por conta de suas decisões erradas dentro e fora de campo, ao invés de administrar a crise, ajudou a aumentá-la.

A situação chegou num ponto tal, que hoje, aparentemente, Marcos está sem ambiente dentro do Palmeiras, o que é ridículo e contraditório.

Nem o guerreiro e exemplar Pierre caiu nas graças de Luxemburgo!

Perece os tempos de vacas magras do São Paulo, quando o então presidente Paulo Amaral fez de tudo para Rogério Ceni deixar o clube, exatamente o atleta que dera a ele o único título da temporada (2000), o paulistinha diante do Santos.

As coisas estão tortas no Palmeiras e a cartolagem poderia ter administrado a situação, colocando cada profissional no seu respectivo lugar.

Diante do quadro, eu não vou entrar nessa “armadilha” de ficar lembrando do desespero, sem dúvida improdutivo, de São Marcos no domingo.

Ele é conseqüência de várias situações.

Por que não “viramos o raciocínio de cabeça para baixo”?

Que tal falarmos da apatia de alguns atletas disfarçada de equilíbrio emocional?

Podemos, se observarmos bem o cenário do jogo, aos 29 minutos do segundo tempo, quando Marcos cruzou o campo pela primeira vez para tentar fazer o gol, ver no goleiro a reação de um torcedor.

E quem sabe, com mais realismo e menos clichês, enxergarmos que não havia força de reação no Palmeiras, Marcos sabia e se perdeu de maneira elogiável, tal qual reconheceram vários dos palestrinos que pagaram para ver sua equipe aceitar a derrota com passividade.

O recente falecimento de seu pai também pode ter contribuído para aflorar emoções mais intensas naquele mito do futebol.

O erro no gol de Tcheco foi uma infelicidade.

Quantos pontos São Marcos garantiu ao longo do brasileirão?

Eu não tirarei de Luxa seu grande mérito do ano.

Apoiou o goleiro quando voltava de lesão e Diego Cavalieri estava bem.

Colocá-lo de títular foi seu grande acerto.

Mas no fim, entrou em atrito com o “acerto”.

Já aconteceu noutros clubes, muitas vezes envolvendo jogadores de destaque.

São Marcos, até onde sei, não é de briga.

E jogou futebol de campeão no brasileirão.

Já muitos de seus companheiros…

Escrito por Vitor Birner às 8:02 Vitor Birner 77 Comentários

Post do Leitor

11 Nov

Do leitor

De Vitor Birner

O que se passa na mente do torcedor apaixonado, após uma derrota como a do Palmeiras contra o Grêmio?

Ninguém tem a resposta exata.

As pessoas são diferentes.

Este post é de Leandro Iamin, 24 anos, jornalista, leitor do blog e palmeirense.

Ele descreve alguns pensamentos nos minutos depois do fracasso da equipe de Luxa dentro de casa.

As dores 

De Leandro Iamin

www.leandroiamin.blogspot.com

Pedi licença ao meu amigo quando acabou o jogo entre Palmeiras e Grêmio.

Não fui embora com ele.

Preferi sentar e olhar até alguma coisa acontecer.

Sei lá, de repente São Marcos corre e se joga nas redes, afinal, só faltou para ele se transformar na bola do jogo.

Ou então um jornalista sai correndo pelo gramado dizendo que tem a informação de que os jogos da rodada serão anulados!

Nada disso.

Na verdade estava perplexo.

Saboreando a tristeza a que me proponho passar cada vez que condiciono minha alegria à vitória ou à derrota.

Tentando entender o ato heróico e circense do maior de todos os palmeirenses, algo que não consigo definir, e isso é bom, porquê gosto que meu ídolo seja vulnerável, não tenha pés de barro.

Pois a perfeição divina não me atrai, muito menos a pretensa postura impecável dos homens.

Assim como, parafraseando Jimi Hendrix, ser feliz não é uma de minhas prioridades.

São Marcos foi um felino arredio e ignorou as ordens de quem acha que é seu dono, e não é bem isso que me alegra.

Os gaúchos vieram, nos deram um tapa na cara e foram embora, e não é bem isso que me dói.

Fui talvez o último torcedor verde a sair do estádio.

Os gaúchos ainda estavam lá.

Olhei cada pedaço daquele local vazio.

A torre de iluminação está velha como o placar, a piscina tem uma marola bucólica de fim de tarde, cabecinhas se movem nas cabines de imprensa.

Me ocorreu, ali, que eu talvez não vá aos dois jogos que restam no Parque Antarctica.

E que, ano que vem, aconteça mesmo do estádio ser fechado para virar uma arena perfeitinha como Luxemburgo.

Sem cimento pra sentar, sem chuva pra tomar, sem o imponderável com a cara de São Marcos.

Me ocorreu, finalmente, que aqueles poderiam ser meus últimos minutos dentro do Parque Antarctica, da forma que eu o conheci.

Nada mais me esperava fora dali, e eu fiquei por ainda mais tempo, com medo de ser a última vez que veria aquela paisagem.

Desculpem, mas eu não tenho coragem de ser a favor da Arena.

Mas tive que me retirar.

Indo embora, encostei em um carro que estava de rádio ligado.

Passei a torcer por uma definição alentadora sobre Marcos que saísse da boca de Mauro Beting.

Ele tem um coração que ama, que torce, e ele está ali, falando, ereto, direto.

Me lembrei que temos a mesma profissão, e falar de forma lúcida e firme naquela hora só com treino mesmo.

Me ocorreu também que tínhamos um amigo em comum, o Bindi, que morreu, e que torcia pelo mesmo time, e não teve um só jogo nesse campeonato que eu não tenha lembrado dele.

Descobri, então, porque fiquei tão devastado em constatar que meu time, nosso time, não será o Campeão Brasileiro.

Escrito por Vitor Birner às 6:36 Vitor Birner 24 Comentários

O Corinthians - Entre os Melhores Campeões da Segunda Divisão

11 Nov

História, Segundona

De José Renato Sátiro Santiago Jr.

O Corinthians conquistou de forma incontestável o título da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro de 2008.

Com uma fantástica campanha, o Alvinegro Paulista tem obtido resultados que o coloca entre os melhores, dentre os que já obtiveram o mesmo troféu.

É importante ressaltar que ainda faltam 4 rodadas.

Apresento abaixo os principais rankings das equipes campeãs da Segunda Divisão:

Maior Número de Pontos

2003 - Palmeiras - 78 pontos

2008 - Corinthians - 76 pontos

2006 - Atlético MG - 71 pontos

2007 - Coritiba - 69 pontos

1988 - Internacional SP - 66 pontos

2004 - Brasiliense - 66 pontos

Maior Número de Vitórias

2003 - Palmeiras - 23

2008 - Corinthians - 22

2007 - Coritiba - 21

1995 - Atlético PR - 20

2002 - Criciúma - 20

2006 - Atlético MG - 20

Maior Percentual de Vitórias

1980 - Londrina PR - 73,33%

1995 - Atlético PR - 71,43%

1989 - Bragantino - 70,00%

1985 - Tuna Luso PA - 70,00%

1982 - Campo Grande RJ - 68,75%

Menor Número de Derrotas

1989 - Bragantino - 1

1992 - Paraná - 1

1985 - Tuna Luso PA - 1

1984 - Uberlândia MG - 1

1983 - Juventus - 1

Menor Percentual de Derrotas

1989 - Bragantino - 5,00%

1992 - Paraná - 5,56%

2008 - Corinthians - 5,88%

1990 - Sport - 8,33%

2003 - Palmeiras - 8,57%

Maior Número de Gols Marcados

2003 - Palmeiras - 80

2008 - Corinthians - 71

2006 - Atlético MG - 70

2001 - Paysandu - 60

2002 - Criciúma - 58

Melhor Média de Gols Marcados

1982 - Campo Grande RJ - 2,44

2003 - Palmeiras - 2,29

1981 - Guarani -  2,13

2008 - Corinthians - 2,09

2002 - Criciúma -  1,87

Menor Número de Gols Sofridos

1984 - Uberlândia MG - 4

1985 - Tuna Luso PA - 5

1971 - Villa Nova MG - 5

1983 - Juventus - 6

1989 - Bragantino - 8

1972 - Sampaio Corrêa MA - 8

Melhor Média de Gols Sofridos

1984 - Uberlândia MG - 0,40

1989 - Bragantino - 0,40

1972 - Sampaio Corrêa MA - 0,47

1985 - Tuna Luso PA - 0,50

1990 - Sport - 0,58

Melhor Saldo de Gols

2008 - Corinthians - 48

2003 - Palmeiras - 44

2006 - Atlético MG - 31

1995 - Atlético PR - 27

1982 - Campo Grande RJ - 26

Melhor Aproveitamento de Pontos

1989 - Bragantino - 82,50%

1980 - Londrina PR - 80,00%

1985 - Tuna Luso PA - 80,00%

1982 - Campo Grande RJ - 78,13%

1983 - Juventus - 77,78%

Escrito por José Renato às 6:34 José Renato 19 Comentários

Dica

11 Nov

Cultura

De Vitor Birner

Os jornalistas Vladir Lemos (TV Cultura) e André Ribeiro (autor de “Fio de Esperança”, a biografia de Telê Santana, e” Leonidas da Silva – o Diamante Negro”) escreveram“ A Magia da Camisa 10”.

Hoje acontecerá uma mesa redonda sobre o livro com as participações de Leonardo Bertozzi, editor do site da Revista Trivela, Eduardo de Meneses, repórter da Rádio Record, além de Vladir Lemos e André Ribeiro.

Quem quiser ir lá para perguntar e trocar idéias com o pessoal, o endereço é Av. Moema, 265, na Pelé Arena Café & Futebol, a partir das 19h30.

Escrito por Vitor Birner às 6:25 Vitor Birner Nenhum Comentário

Dos 5 candidatos ao título, só o Palmeiras perdeu.

10 Nov

Análise de jogos, Brasileirão

De Vitor Birner

Palmeiras 0×1 Grêmio

Marcos, no vigésimo nono minutos da etapa complementar, deixou sua área para esperar o cruzamento na cobrança da falta e tentar marcar o gol.

Mais três minutos, e a cena se repetiu.

Aos 38, outra vez.

Nos acréscimos, idem.

O mito Alviverde era o reflexo do desespero palmeirense.

As razões eram simples.

Os problemas das últimas semanas e a incapacidade de seu time na criação incomodavam.

Ele tinha falhado no gol de Tcheco.

A indecisão no cruzamento acabou com a bola dentro das redes.

O gol dos visitantes foi sem querer, o que não é feio ou proibido.

O Palmeiras não esboçou reação.

Foi incapaz de ultrapassar o bloqueio do rival.

Passou grande parte do confronto a procura de erros de arbitragem, entrou na catimba gremista e “esqueceu” de jogar com a bola nos pés, onde tem mais recursos.

Elder Granja ficou preso na direita, não desceu.

Denilson também falhou na armação.

Evandro. Léo Lima e Leandro pouco realizaram com a bola nos pés.

Faltava aproximação entre eles, e com Alex Mineiro

Aliás, as propostas de jogo de Roth e Luxa eram claras.

A visita defendia, contra-atacava e quando possível, segurava a posse de bola na frente.

O anfitrião tentava, quase em vão, tomar a iniciativa de atacar.

Nenhuma das equipes conseguiu o que desejou.

Mas o Imortal Tricolor chegou próximo.

Os gaúchos pecaram apenas nos contra-golpes.

Marcel perdeu a grande chance na etapa inicial.

O Palmeiras é um time mal-treinado, sem padrão de jogo e meio de campo titular.

Não me diga, por favor, que o elenco gremista é superior.

Melhor, mesmo, se comparado ao de Luxemburgo, é o trabalho de Roth.

Maior, sem dúvida, é o empenho coletivo gremista.

Por isso o Grêmio continua forte na luta pelo título.

O Palmeiras não está fora, entretanto, neste momento, diante do futebol fraco que apresenta, e com o Flamengo pela frente na próxima rodada dentro do Maracanã, é bom se preocupar também em conquistar a vaga na Libertadores.

Botafogo 0×1 Flamengo

Um lance duvidoso de pênalti em Jorge Henrique, não marcado por Marcelo Lima Henrique, aos 30 segundos, era tudo que o clássico não precisava.

Os atletas botafoguenses, conhecidos pelas cenas de instabilidade emocional, entram com os nervos a flor da pele nos clássicos.

A jogada acirrou os ânimos.

Mesmo assim, a equipe de Ney Franco manteve a posse de bola por mais tempo e obrigou Bruno a fazer defesas difíceis.

No intervalo, Maxi, o atacante veloz, deu lugar ao Josiel.

Caio Jr pretendia ver seu time mais próximo do gol adversário, por isso escalou um jogador de área.

Não mudou grande coisa.

O Glorioso continuou um pouco superior.

Apenas na metade do segundo tempo o Rubro-Negro foi ao ataque, deixou o duelo mais aberto e a bola começou a passar mais vezes próxima do goleiro Renan.

O gol flamenguista foi de pênalti, aos 37, bem cobrado por Kleberson.

Ainda houve tempo para Fábio perder a chance do empate.

Com esse futebol, o Flamengo não briga pelo título.

Cruzeiro 1×0 Fluminense

O Tricolor valorizou a vitória da Raposa.

A partida do Mineirão foi difícil para ambos os times.

O destaque cruzeirense na temporada marcou o único gol.

Ramires, sem dúvida, está na seleção da temporada.

Guilherme e Conca foram os outros destaques da boa partida do Mineirão.

O Flu, por conta dos resultados, continuou fora da zona do rebaixamento.

O Cruzeiro mantém o sonho do bicampeonato brasileiro.

Coritiba 0×0 Náutico

O Coxa, sem almejar mais nada no brasileirão, teve a iniciativa ofensiva, como é de costume no Couto Pereira.

O Timbu, ao contrário, precisava de pontos para tentar escapar da zona do rebaixamento, mas não possui os recursos técnicos necessários para tomar conta do duelo.

No fim, o 0×0, apesar de ainda deixar o Náutico entre os quatro últimos, agradou mais aos visitantes.

Sport 2×1 Goiás

O bom primeiro tempo, quando aconteceram os gols, teve o Sport pressionando, enquanto os esmeraldinos, fechados, eram perigosos nos contra-golpes.

Ambos não tinham grande ambição, já que estão em posições tranquilas na tabela de classificação.

A vitória premiou o esforço do Leão que não havia vencido nenhuma das 8 partidas anteriores.

Internacional 4×0 Ipatinga.

O time reserva do Inter passou com tranqüilidade pelos mineiros.

O Ipatinga jogou a toalha.

Basta reparar as diferenças de comportamento dos outros rebaixáveis para ter certeza.

Todos lutam muito.

O Ipatinga, ao contrário, parece entregue desde o início.

A expulsão de Léo Oliveira, aos 15 do primeiro tempo, contribuiu para o desempenho sofrível.

O árbitro Sérgio da Silva Carvalho foi bem rigoroso na punição da falta do zagueiro.

Vitória 0×1 Atlético MG

O Vitória desandou no segundo turno.

Parece que alguns atletas acertaram suas transferências para outros times na próxima temporada, e pisaram no freio.

O Galo vive momento bem diferente

Um treinador da casa e garotos em formação nas categorias de base atleticanas, acabaram com o risco de rebaixamento, mesmo diante dos graves problemas políticos e salariais atleticanos.

Estão todos de parabéns pelos resultados.

Resta saber se continuarão no Atlético em 2009.

Escrito por Vitor Birner às 8:36 Vitor Birner 76 Comentários

Vitória no limite mantém São Paulo na ponta.

9 Nov

Brasileirão

De Vitor Birner

Portuguesa 2×3 São Paulo

A vitória do São Paulo no Canindé foi dramática!

A Portuguesa fez um grande segundo tempo e poderia ter saído com o empate.

Mas o resultado explica o que os times, ambos guerreiros, produziram.

Na etapa inicial, o líder marcou bem a saída de bola e controlou grande parte do confronto.

Mesmo após abrir o marcador com Borges, não sofreu pressão.

O belo gol de Jonas, aos 41, no empate dos anfitriões, mostrou algo que se repetiria ao longo do jogo.

O desempenho do sistema defensivo são-paulino foi abaixo do padrão dele.

Os avantes lusitanos deram trabalho, jogaram bem.

Para sorte do São Paulo, sem dúvida ela esteve ao lado “clube da fé”, Borges, antes do intervalo, aos 46, devolveu a vantagem ao seu time.

Graças ao Dagoberto que acertou a tabela com o centroavante.

Aliás, os 3 jogadores mas adiantados, Borges, Dagoberto e Hernanes foram os destaques da equipe vencedora.

Na volta, a Portuguesa cresceu.

Quando não dominou, equilibrou o confronto.

Igualou outra vez o marcador, aos 27.

Já tinha perdido chances.

Naquele momento, o São Paulo mostrou seu maior diferencial em relação aos seus concorrentes pelo título.

Estabilidade emocional.

Palmeiras e Flamengo teriam “implodido”, Grêmio e Cruzeiro sofrido bastante, caso tomassem um gol, fora de casa, minutos depois do árbitro tê-los prejudicado ao não marcar um pênalti tão claro quanto o de Gottardi em Rodrigo.

Nos últimos minutos, a sorte abraçou de vez o atual bicampeão nacional.

Não só por conta do gol de Zé Luís, aos 42, de cabeça.

O escanteio é uma jogada forte são-paulina.

Mas graças ao lance no final, em que a zaga do São Paulo cometeu seu último erro, Edno ficou na cara de Rogério Ceni.

O meia, ala, agora atacante, fez tudo tal qual deveria, e a bola caprichosamente bateu no travessão.

Típico lance que leva ao desespero os que torceram contra o São Paulo.

Normal.

Os fãs dos outros 4 pretendentes ao título, mais a legião dos anti-São Paulos, queriam o fracasso do líder.

Neste domingo, os são-paulinos serão os do contra.

Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo estão sob forte pressão. 

Sobre a Portuguesa.

O time voltou para a zona do rebaixamento.

Assisti às últimas partidas da equipe de Estevam Soares.

Está bem posicionada, é guerreira, tem boa chance de escapar da segundona.

As falhas nas finalizações e os zagueiros limitados são as maiores deficiências.

Escrito por Vitor Birner às 0:01 Vitor Birner 54 Comentários

Vasco e Atlético PR conseguem vitórias importantíssimas.

9 Nov

Brasileirão

De Vitor Birner

Vasco 1×0 Santos

Ou a ansiedade vascaína se transforma em superação, ou em falhas.

Sem vencer desde 17 de agosto em São Januário, o Vasco foi para cima do Peixe.

Tentou marcar na frente para evitar que sua frágil defesa se expusesse.

Basta ver a posição da equipe para “adivinhar” que haveria erros e chances santistas no contra-ataque.

O perigoso artilheiro Kléber Pereira era a maior preocupação.

Ele acertou a trave de Rafael no primeiro tempo.

Mas a tática escolhida por Renato Gaucho – correta, pois seu time não sabe marcar atrás, jogava em casa e o empate seria péssimo – deu certo.

Seu time criou mais chances que o Santos.

No segundo, com uniformes diferentes dos usados na etapa inicial, o árbitro Elmo Alves Resende Cunha pediu, o jogo seguiu na mesma toada.

Aos 25 aconteceu o lance polêmico que decidiu o confronto.

Jonilson, em velocidade, recebeu lançamento de Edmundo, com Molina colado atrás.

Ele caiu dentro da grande área.

Vi 3 vezes o lance e não concluí nada.

Tive a impressão de que se houve falta, foi fora da área.

Eu não daria o penal.

Edmundo converteu.

Logo depois, Lima obrigou a Rafael a fazer difícil defesa.

O Santos de maneira desordenada tentou o empate e o Vasco segurou a vitória como pôde.

Se o Náutico não derrotar o Coritiba, e o Fluminense não ganhar do Cruzeiro, os jogos são no Couto Pereira e Mineirão, o Vasco passará a semana fora da zona do rebaixamento.

O Peixe pode garantir a permanência com uma vitória em casa.

Creio que 3 ou 4 pontos acabam com a situação inc

Figueirense 0×2 Atlético PR

Com o apoio da torcida, que foi em bom número ao Orlando Scarpelli, o Furacão conseguiu sua segunda vitória nas 17 apresentações como visitante.

Que resultado importante!

Foram dois gols em lances de bola parada, um em cada tempo.

O Figueirense se complicou de vez.

Perdeu duas partidas vitais em seus domínios, frente o Flu e o Furacão, não sabe se impor nem no próprio estádio (5v,5e,7d), e agora ocupa a penúltima colocação.

Provavelmente não veremos em 2009 o clássico de Floripa pela primeira vez no brasileirão por pontos corridos.

O Figueirense precisa ganhar no próximo domingo, quando irá encarar o São Paulo embalado e o Morumbi lotado.

O Atlético receberá o Vitória na Arena da Baixada, com boas chances de somar mais 3 pontos.

Escrito por Vitor Birner às 0:00 Vitor Birner 6 Comentários

Cartão Verde 05/11

8 Nov

Vídeos

De Vitor Birner

Abaixo, o compacto do último Cartão Verde.

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Escrito por Vitor Birner às 12:06 Vitor Birner 5 Comentários

Por que comentar?

7 Nov

Birnadas

De Vitor Birner 

O Palmeiras gasta uma fortuna, cerca de meio milhão de reais todos os meses, com o salário de Luxemburgo.

A participação do treinador como convidado da Globo na transmissão da eliminação Alviverde contra o Argentino Juniors me deixou uma pergunta sem resposta.

Por que foi lá?

Luxa foi frio nos comentários.

Não disse nada que pode ser razão de crítica do elenco.

Mas por qual motivo topou a empreitada?  

A grande questão é: 

O que o Palmeiras, faço questão de relembrar, pois esquecem, no caso o patrão, poderia ganhar com tudo isso, ainda mais na reta final do campeonato brasileiro?

A resposta é óbvia: 

Nada!

Luxemburgo errou ao aceitar o convite.

Após ficar no Brasil para treinar o time, decisão acertada, deveria evitar qualquer coisa que pudesse desviar a atenção noo restante do brasileirão.

No São Paulo, por exemplo, a direção recomendou aos atletas que evitem declarações polêmicas.

Agora, mais que nunca, problemas devem ser evitados.

Se a diretoria palestrina permitiu que seu empregado participasse da transmissão, também se equivocou.

Luxemburgo é experiente, inteligente e capaz.

Deveria ter recusado.

As perguntas ”por que foi lá” e ”o que o Palmeiras poderia ganhar com isso” continuarão sem resposta.  

Este é um dos piores momentos para alimentar vaidades.

Como adoram dizer os jogadores de futebol, “ é a hora do grupo estar focado”.

O foco deles não é a transmissão do jogo.

Escrito por Vitor Birner às 9:00 Vitor Birner 71 Comentários

Inter, imponente

7 Nov

Geral

De Vitor Birner

Quem menosprezou a quinta-feira da Copa Sul-americana perdeu ótimos momentos de futebol.

Começou com o jogo decisivo entre os campeões da América de 2006 e 2007.

O palco era a Bombonera.

O Boca Juniors que chegou a liderança do Torneio Apertura com 26 pontos, aos lado de San Lorenzo e Tigre, prioriza o campeonato nacional.

O Internacional quer a competição continental.

Mesmo assim, protagonizaram um belo capítulo da história do futebol.

Carlos Ischia utilizou um time reserva, ofensivo e de bom nível para tentar reverter a desvantagem de 2×0.

Dos 11 titulares que começaram na importante vitória no clássico contra o San Lorenzo, por 1×0, no fim de semana, 2 (goleiro Garcia e atacante Mouche) iniciaram contra o Inter.

Depois de sofrer o gol de Magrão, o Ischia trocou Gracián por Riquelme.

Mas o protagonista foi D´Alessandro.

Claramente ele encarou a partida como algo especial.

Era o representante do River Plate, onde nasceu para o futebol, catimbeiro, com boa movimentação e autor de bonito passe para o gol da vitória.

Tal qual falou no fim do confronto, é importante ganhar do Boca Juniors e de novo na Bombonera.

Para ele era objetivo profissional e amador.

Sorte do Internacional, que saiu de Buenos Aires com o placar que levanta o astral de atletas e torcida.

A Copa Sul-Americana pode sim ter sabor especial para os Colorados.

Já passaram por Grêmio e Boca, além do Universidad catolica.

Se ganharem o título, será contra outro argentino.

O Estudiantes é mais forte e competitivo que o Argentino Jrs.

Antes, terão pela frente o Chivas, outro time que pode complicar.

A vitória diante do Boca terá ótima repercussão, especialmente na América Latina.

O duelo frente um dos 2 maiores times mexicanos, também chamará a atenção nas Américas.

A conquista do título, por causa da trajetória, ajudará a continuar o crescimento do prestígio do Inter fora do Brasil.

Vale a pena deposi

Escrito por Vitor Birner às 8:36 Vitor Birner 20 Comentários

D´Alessandro X Boca Juniors

7 Nov

Curiosidades

De Vitor Birner

Já que ele não esconde a rivalidade especial com o Boca (ainda bem que há jogadores que continuam encarando jogos de futebol dessa forma!!!), fiz o levantamento de seu desempenho contra os Xeneizes.

Torneio Apertura – 16/09/2001

Estádio: Monumental de Nuñes

River 1×1 Boca

Amistoso – Copa Desafio - 23/01/2002

Estádio: Mundialista Malvinas Argentinas

River 1×1 Boca.

Os milionários ganharam nos pênaltis por 5×4 e D´Alessandro fez o dele.

Amistoso – Torneio de Verão – 26/01/2002

Estádio: Mundialista José Maria Minella (Mar Del Plata)

Boca 4×0 River

D´Alessandro entrou no intervalo, quando o River perdia por 3×0.

Amistoso – Copa Revancha – 30/01/2002

Estádio: Chateau Carreras (Córdoba)

River 1×0 Boca

Torneio Clausura – 10/03/2002

Estádio: La Bombonera

Boca 0×3 River

Amistoso - 15/06/2002

Estádio: Orange Bowl (Miami)

River 2×1 Boca

Torneio Apertura - 27/10/2002

Estádio: Monumental de Nuñes

River 1×2 Boca

Torneio Clausura – 01/06/2003

Estádio: La Bombonera

Boca 2×2 River

D´Alessandro marcou seu primeiro gol no super-clássico, também o primeiro do jogo aos 11 minutos.

Torneio Apertura - 27/04/2008

Estádio: Nuevo Gasometro

San Lorenzo 1×0 Boca.

Escrito por Vitor Birner às 8:30 Vitor Birner 1 Comentário

Loucura em Guadalajara

7 Nov

Geral

De Vitor Birner

Uma partida insana, alucinante.

O limitadíssimo River Plate, lanterna do campeonato argentino, sem vitórias fazia 11 jogos, precisava antes de qualquer coisa fazer 2 gols e derrotar o Chivas, no México, que não perdeu nas suas 11 últimas partidas.

E a zebra pintou…

O River abriu 2×0 e perdeu chances claríssimas para fazer mais.

Os anfitriões também tiveram algumas oportunidades.

No segundo tempo, em 3 minutos, os portenhos desperdiçaram outras duas daquelas que você sonharia ter.

Não pode!!!

O Chivas conseguiu empatar em 5 minutos e a loucura triplicou.

Ambos marcavam mal, e os lances de gol surgiram um após a outro, até o último minuto.

No fim, o 2×2 manteve a crise no River, e o Chivas na Copa Sul-americana.

O jogo foi muito legal, eletrizante, entretanto recomendo aos atletas envolvidos treinos de arremates em gol e psicólogo.

Vale a pena tentar ver os melhores lances do jogo.

Escrito por Vitor Birner às 8:25 Vitor Birner 4 Comentários

O impressionante Dragão!!!!

7 Nov

Geral

De Vitor Birner

Parabéns aos torcedores, jogadores, comissão técnica e diretoria do Atlético Clube Goianiense pelo acesso.

A campanha do Dragão na terceira divisão não deixa dúvidas.

Na primeira fase ganhou 4 e empatou duas partidas. Marcou 15 gols e levou 5. Conseguiu 77% de aproveitamento.

Na seguinte venceu 5 jogos e perdeu 1. Fez 22 gols e levou 9. Obteve 83% de aproveitamento.

Na terceira sofreu a única ameaça de desclassificação. Acabou, tal quam noutras etapas, na liderança após 3 vitórias, 1 empate e duas derrotas. Se classificou por conta do saldo de gols. O Duque de Caxias ficou com a outra vaga e o Guaratinguetá por pouco não avançou. As 3 agremiações terminaram com 10 pontos. O Atlético marcou 12 gols, sofreu 6 e obteve 55% de aproveitamento.

No octogonal decisivo, disputado por pontos corridos (14 jogos por equipe), ganhou 8 e perdeu 2 partidas.

Marcou 30 gols e sofreu 6.

Precisou de apenas 10 rodadas para subir.

Ontem fez 2×1 no Confiança, em pleno estádio Batistão de Aracaju.

Está com 80% de aproveitamento.

Soma 24 pontos.

Repare a diferença para os adversários.

O Campinense, vice-líder, tem 16 pontos (53% de aproveitamento) e sofreu um gol a mais do que marcou.

O Duque de Caxias, no terceiro lugar, tem 14 pontos (46% de aproveitamento) e levou 4 gols a mais do que fez.

O Guarani, o último na zona de classificação, com 13 pontos (42% de aproveitamento), não possui saldo de gols.

Brasil, Águia, Confiança e Rio Branco-AC, abaixo dos outros na tabela, também levaram mais gols do que marcaram.

Nunca tinha visto uma fase de campeonato em que só uma equipe tem saldo de gols!!!

Aliás, que saldo!

O panorama deverá mudar nas 4 próximas rodadas, mas não modificará a incrível campanha do Dragão na terceira divisão nacional.

Para usar um chavão do futebolês, era um time de segunda na terceira.

Bela campanha!

Escrito por Vitor Birner às 8:19 Vitor Birner 9 Comentários

E a mala branca???

6 Nov

Birnadas

De Vitor Birner

Ela deve estar por aí de novo.

Caso alguém não saiba, a “mala branca” é o incentivo que os times dão aos jogadores de outras equipes para que vençam suas partidas.

A dita cuja é muito comentada pelos atletas nas fases decisivas das competições.

É comum o boleiro dizer que agremiação “x” vai dar uma quantia para a “y” ganhar da “z”.

Em suma, o terceiro time interessado oferece dinheiro para os jogadores doutra equipe vencerem.

Não há espécie alguma de armação, entrega de jogo, manipulação de resultados…

Tal qual me disse um personagem do futebol: “é como se fosse o bicho, mas pago por outro interessado”.

Sou contra a “mala branca”. 

Contudo discordo de quem vê um crime na oferta ou aceitação dela.

Acho imoral, antiético aceitá-la.

O atleta não deveria pegar a grana.

Não é certo correr mais em troca dela.

O profissional chegou no acordo com seu patrão, acertou salário, e isso basta para que ele faça das tripas coração pelos bons resultados.

Afinal, até que o próprio afirme o contrário, é um desportista.

Da mesma forma que o jornalista que acertou um salário de dois mil e quinhentos reais não pode fazer propaganda em troca de mais vinte mil no fim do mês.

Os vencimentos combinados com a empresa são suficientes para que ele diga a verdade e busque as informações necessárias.

E se os salários estão atrasados?

Como deve agir o jogador da equipe mediana ou pequena que ocupa posição intermediária na classificação, e não recebe o pagamento também pequeno ou mediano faz meses?

Complicado.

As contas atrasam (quem cobra juros o faz sem a menor piedade), se tiver filhos ou parentes idosos para sustentar a pressão é insuportável…

O jogador vai correr bem mais porque no fim daqueles 90 minutos finalmente conseguirá levar grana para casa.

Não é certo, concordo, mas o desepero é humano.

A labuta sem compensação que destrói a auto-estima, gera insegurança e vergonha pelo atraso das contas do mês, e tira até a comida da mesa de famílias, é bem mais imoral que a mala branca.

O tema é difícil, cheio de nuances, gera diferentes opiniões, não dá para avaliar sem saber ao certo o que houve em cada detalhes, entretanto no mundo correto a mala branca não existiria.

Talvez nem o bicho existisse.

O atleta profissional exemplar, na teoria, sempre se dedica no limite sem outros incentivos.

Escrito por Vitor Birner às 11:25 Vitor Birner 80 Comentários