Organização dos Jogos e COB em sintonia.
De Vitor Birner
Uma das varas de Fabiana Murer, a que desejava usar para superar os 4m65 ( a maior marca dela é 4m80) sumiu. A “organização” da Olimpíada chinesa não sabe onde foi parar.
A atleta ficou deveras tensa por conta do fato inaceitável, perdeu a cabeça, acabou bem aquém do esperado por ela mesma.
O instrumento para o salto é importante.
Pode medir de 3m86 até 4m52.
O peso máximo dela é de 2,260 kg.
Para atletas de ponta, como Fabiana, são feitas sob medida.
Parece que o pessoal da Olimpíada não cuida dos brasileiros como faz com atletas de alguns outros países.
O episódio Vanderlei Cordeiro de Lima, em Atenas, continua engasgado.
COB também pisa na bola
Marily dos Santos, a maratonista brasileira, correu a prova com as roupas de Frank Caldeira.
O Comitê Olímpico Brasileiro não fez o uniforme tamanho pequeno dela.
Claro que se ela tivesse ganho o ouro “os caras” do Comitê Olímpico Brasileiro tirariam o indevido proveito.



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ÔÔÔ Birner… vc acha que o COB está preocupado com os atletas brasileiros !!!??? O negócio(literalmente) deles e fazer propaganda pro governo que está doidinho pra repetir a “Farra do Rio”. Se gastaram R$ 5 bilhões no Pan quanto será que custará a olimpiada ??? Caraca… vai sobrar comissão pra todos os “cumpanheiro” !!!
Enquanto isso… jogadoras do basquete não recebem salário, levantador de peso não come direito(e precisa ?), corredora não tem uniforme, judoca pede emprestado pra operar o pé… e por aí vai !!
Comentário de BETO — 08/18/08 @ 14:10
O negócio é mesmo pensr em candidaturas e mais candidaturas para mega eventos por aqui; a bocada deve ser muito boa…Os atletas, eles que se danem…
Enquanto isso o que existe é a realidade e temos de rir para não chorar, como faz esse blog…
http://bronzebrasil2008.wordpress.com/
Comentário de Alexandre Rodrigues Alves — 08/18/08 @ 14:24
Isso foi um absurdo!!!
Comentário de Monica — 08/18/08 @ 14:24
Foi sacanagem o que fizeram com a Fabiana.
Anos de treinamento e preparação para essa competição jogados no lixo.
Mas foi falado que o COB enviou um protesto. Agora estou mais tranquilo.
Sou contra a realização dos jogos olímpicos no Brasil, por causa da farra que será feita com o dinheiro público, mas em termos de organização não ficaríamos atrás de ninguém.
Só uma nota a respeito da candidatura do RJ para sediar os jogos de 2016: não está prevista a expansão da rede metroviária no município do RJ. Eles pretendem utilizar o mesmo sistema de criação de linhas de ônibus especiais, como o que foi feito nos jogos panamericanos.
Ou seja, sediar esses jogos, além de enriquecer muito político corrupto, não vai deixar nada para melhorar a vida da população.
Comentário de João Medeiros — 08/18/08 @ 15:04
Birner, nas sacanagens contra o Brasil você não mencionou o episódio Salto Triplo, nas Olimpíadas em Moscou: um fiscal de provas russo confessou, anos depois, que “queimou” criminosamente um salto legal do João do Pulo, que lhe daria, na ocasião o ouro olímpico, tudo feito para favorecer o Victor Saneev, então a estrela russa da modalidade. O Brasil precisa fazer terapia coletiva para a grande maioria dos seus atletas que se sentem diminuídos, face o despreparo tupiniquim (alimentação precária, falta de recursos elementares para a prática dos esportes, como bem nos disse o judoca que não tinha dinheiro para pagar o exame de faixas ou o atleta do remo que não tinha dinheiro para pagar as passagens de ônibus, e por aí vai): acaba sobrando, de forma disseminada, o complexo rodrigueano de vira-latas.
Comentário de Lourival A. Cristofoletti — 08/18/08 @ 15:21
Falta apoio constante governamental com uma politica de esporte consistente e não apenas marketeira; falta apoio da mídia que tb só lembra de outro esportes além do futebol em época de Pan (terceira divisão do esporte mundial) e em Olimpíada. No quesito psicológico, até mesmo no futebol o brasileiro não lida tão bem com o favoritismo, parece que se enerva demais e sente essa pressão, ainda mais em esportes que não têm tanta atenção normalmente; basta ver que na ginástica esses mesmos atletas conseguiram bons resultados em outras competições que não tiveram tanto destaque na mídia; ou seja um conjunto de ações pode fazer a situação melhorar de forma a preparar melhor os atletas do Brasil, além de lembrar sempre que derrota faz muitas vezes parte do esporte.
Comentário de Alexandre Rodrigues Alves — 08/18/08 @ 15:37
Grande Birner não há o que se esperar do Presidente do Cob, senão ganancia,e desejo de enriquecer. Êle não prestigia formações de equipe.O forte dêle é fazer política, Dêle, do Havellange e do Ricardo Teixeira.
Comentário de Luiz Vidal — 08/18/08 @ 15:44
Birner, essa história de Olimpíada no Brasil, como muitos já disseram, vai ser uma farra do boi 10 vezes maior do que foi o Panamericano do Rio. O que eu fico p… da vida é que chamam esses mega-patrocínios de empresas públicas (Petrobrás, Caixa Econ. Federal, Correios…) de “apoio ao esporte”. Isso aí é só para se aproveitar da visibilidade de grandes atletas nacionais que já estão no topo muito mais em virtude dos treinos, dedicação e vontade do que qualquer outra coisa. Eu só queria uma coisa: investimento sério em esporte de base, como forma de educação e inclusão social. Para o nosso país seria muito mais útil do que qualquer Olimpíada. abraço. Ale
Comentário de Ale Tricolor — 08/18/08 @ 16:50
O Cielo que já era o herói nacional,agora ,com o cano que deu na Globo,passou a ser o Grande herói Nacional….afinal,pq teria que sacrificar-se e ir na globo?que só exaltou o tal do thiago pereira o tempo todo,chamava-o de Ciêlo(como se ele fosse descendente de espanhol e não italiano:Ciélo)?E quem bancou o patrocínio do garoto?A família Cielo do interior de São Paulo e auxiliado tambem pelo Xuxa,ou tro paulista!!!!E pra fechar com chave de ouro,tambem não compareceu pra fazer “fotos na muralha pra ajudar a compor o melodrama que os gênios globais iriam fazer!v
Comentário de Luiz Vidal — 08/18/08 @ 17:30
Fiquei tristíssimo com o desempenho de Fabiana. Das atletas individuais, é com quem mais simpatizo. Tão simpática quanto Isinbayeva.
Agora, toda a desorganização que perturbou e enervou a campineira (mais um motivo para críticas pesadas ao COB e ao Comitê Organizador, sem dúvida) não me tira uma coisa da cabeça, por mais cruel e por mais que me doa supor tal coisa: se Fabiana estivesse melhor estruturada psicologicamente, agüentaria calada o qüiproqüó, iria lá, saltaria, conquistaria quase que certamente uma medalha - e ganharia moral até para dar uma banana a tudo: aos Jogos, à desorganização, à falta de moral do COB para exigir resultados (Fabiana deve as calças é ao BM&F). Não tenho dúvida de que, fosse Isinbayeva a vitimada, ela teria feito isso.
Bem, na verdade, a falta de nervos não deixa de ser retrato da falta de cuidados com a psicologia no esporte, como Alexandre Rodrigues Alves já mencionou aqui. Olha aí mais um motivo para criticar o COB…
Comentário de Felipe dos Santos Souza — 08/18/08 @ 17:52
só falta dizer que ela é uma brasileirinha contra esse mundão todo…
parece que se não fosse a vara perdida, era medalha na certa. menos, menos, muito menos, para os atletas brasileiros de meia-tigela.
Comentário de Filipe — 08/18/08 @ 20:02
PÔ Birner,inaceitável! Um absurdo! Não pode ocorrer isso numa competição olímpica!
Comentário de AUGUSTO CESAR FERREIRA DA CUNHA — 08/18/08 @ 20:26
É verdade, Birner. Os chineses estavam preocupados com o Brasil no quadro de medalhas. Assim estão prejudicando os nossos atletas com o objetivo de evitar que sejam superados nas medalhas de ouro.V. fez em denunciar a conspiração
Comentário de nilton — 08/18/08 @ 20:42
Se uma atleta tem como principal elemento de sua prática esportiva um instrumento tal como uma vara, um kimono, chuteira ou um arco, esse atleta deveria ser o exemplo de responsabilidade com seu instrumento, o que obviamente não ter ococido com a atleta Fabiana quando do seu embraque para China, quando ela embarcou deixando o transporte de seus instrumentos em outro voo, ficando vários dias sem eles. O treinador da atleta agora descobre a referida vara num depósito destinado para serem levados as varas de atletas eliminadas na competição. Se uma atleta relega a outros a guarda e transporte desses instrumentos a outros que não si própria, o que esperar de um desaparecimento e agora repentino aparecimento? Será que não é fruto da própria desorganização que obriga atletas a não comerem ou correrem com roupas em prestadas? Mas porque não desaparece a bagagem de tantos dirigentes que viajam junto de tantas delegações, como no ditado “muito cacique para pouco índio”. Ou será que enfiaram as varas embaixo do tapete?
Comentário de André Regufe — 08/18/08 @ 20:55
Xuxa não é paulista, é gaúcho e compromisso é compromisso. Ele tinha que ter recusado antes.
Comentário de Paula — 08/18/08 @ 21:12
Na verdade, os equipamentos não ficam com as atletas. Se um problema desses acontecesse no Brasil, imagine o que se diria… Agora, imagine que vc é um atleta de alto nível, numa competição duríssima, e de repente descobre que algum incompetente deu sumiço no seu equipamento. E ainda vem um juiz e diz: “relax, ok”? Só faltou a Marta Suplicy!!! Aliás, salvo engano, a própria Fabiana já havia saltado nas eliminatórias com a mesma vara, o que invalida o argumento de “desleixo” no trato com o equipamento. De forma que é muito fácil dizer que se fosse a Isinbayeva não aconteceria, mas não esqueçamos que o próprio Bubka já ficou de fora da final em Barcelona e Atlanta. Se situações como a de Fabiana Murer e erros como os de Diego Hipólito, Jade Barbosa e Daiane dos Santos acontecem, é o caso de se tratar isto assim mesmo, como erros, que acontecem não só no Brasil, sob pena de cairmos no complexo de Botafogo(ou jamais ouviram a famosa frase de que há coisas que só acontecem ao Botafogo?). Nuzman pode não ser um grande dirigente, mas houve evolução, basta comparar com os desempenhos das delegações brasileiras até os anos 90, quando conseguir quatro ou cinco medalhas era o máximo. E com certeza não foi ele que desequilibrou nossos ginastas, ou que agarrou Wanderley Cordeiro(afinal, batedor de bicicleta nem em São Silvestre se admite, se não fosse o clone grego do Papai Noel nem o bronze viria). Então é hora de parar de buscar explicações na psicosociologia de botequim - que não é o caso do post, mas de alguns comentários - e encarar as coisas com mais serenidade. Um abraço, Birner, e desculpe pelo loooooooooooongo post…
Comentário de Ronaldo Silva — 08/18/08 @ 21:34
não me confundam, eu considero a culpa toda da organização.
mas já que as saltadoras têm uma vara pra cada altura que vão pular, porque que ela não esperou a barra subir até a altura da próxima vara que ela tinha no estoque?
fácil falar qdo não é com a gente… agora fica pra Londres 2012 ;P
Comentário de Zé Miguel — 08/18/08 @ 23:08
“Uma vergonha do tamanho do Ninho de Pássaro”. Esse é o título do texto que escrevi no meu blog do hotsite olímpico da ESPN Brasil logo depois do lamentável episódio da vara.
Eu tinha entrevistado a Fabiana antes de Pequim, e ela tinha me parecido muito bem preparada para beliscar uma prata ou, mais provavelmente, um bronze.
Para quem fez 4.70m no Mundial de Valência e 4.80m no Troféu Brasil (e tudo isso este ano), saltar 4.65m era quase barbada! É claro que a incompetência e o desleixo da (des)organização da prova foram fatais para o resultado da brasileira. Deve dar um nó na garganta, uma frustração… Fiquei com muita pena dela. Mesmo.
E o lance da Marily correr com o uniforme do Franck Caldeira é dose mesmo, né? Grande COB!
Abraço pequinês pra ti, cara!
Comentário de Fábio Matos — 08/19/08 @ 4:40
Pergunta técnica: o atleta para completar o percurso dos 100 metros rasos faz alguma inspiração pulmonar durante a prova? Ou apenas expira o ar no percurso acima citado? Grato pela atenção.
Comentário de Flavio David Hirtsch — 08/19/08 @ 9:12