Anistia Internacional: A Olimpíada serve de «pretexto» para a repressão na China.

De Xico Malta
A menos de dez dias dos Jogos Olímpicos de Pequim, um relatório da Anistia Internacional, publicado na segunda-feira dia 28 de julho, estima que a China utilize o evento “como um pretexto para perseguir e intensificar as medidas e as práticas que violam gravemente os direitos humanos”. “A menos que haja uma mudança radical por parte das autoridades, a Olimpíada não será benéfica para o avanço dos direitos humanos na China”, afirmou a organização de defesa dos direitos humanos baseada em Londres.
A Imprensa vigiada
Durante a preparação da Olimpíada, as autoridades acentuaram as detenções administrativas, principalmente contra os militantes dos direitos humanos e dos signatários de petições. Nem os mendigos escaparam da prisão, denunciou a Anistia Internacional.
Em janeiro, Pequim lançou uma campanha contra “as atividades ilegais que abalam a imagem da cidade e atrapalham a ordem social”.
Em junho, os militantes e signatários de petições foram forçados a ir às delegacias de policia a cada semana. Estavam proíbidos de deixar a cidade sem autorização e devem sair de Pequim durante a Olimpíada.
A perseguição contra a imprensa foi também intensificada, segunda a ONG, que citou as estatísticas do Clube da imprensa estrangeira da China segundo as quais 230 repórteres e fotógrafos foram impedidos de trabalhar pelas autoridades este ano. Em 2007, este número era de 108.
A Anistia Internacional chama a atenção para que o Comitê Olímpico Internacional e os dirigentes políticos sejam mais exigentes com o governo chinês. “O perigo é que depois dos jogos olímpicos, as violações aos direitos humanos se intensifiquem com menos vigilância por parte da comunidade internacional”.
A organização enumera cinco medidas que visam a melhorar a situação dos direitos humanos no país, já apresentadas através de uma carta aberta ao presidente chinês, Hu Jintao. São elas:
- Libertar todos os prisioneiros políticos,
- Impedir a polícia de promover detenções arbitrárias dos signatários de petições,
- Publicar a totalidade das estatísticas sobre a pena de morte
- Instaurar uma moratória das execuções.
A Anistia deseja ainda que o governo chinês ofereça uma “liberdade total” para imprensa e preste contas sobre todas as pessoas que foram mortas ou presas por causa das manifestações de março de 2008 no Tibete.



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Chega a ser assustadora essa revelação da Anistia Internacional.É bom a sociedade mundial voltar-se pra essa questão,pra não descambar para um novo holocausto.
Um abraço!
Comentário de AUGUSTO CESAR FERREIRA DA CUNHA — 07/30/08 @ 17:48