Podia dar qualquer um. Deu Espanha.

23 Jun

Análise de jogos, Euro 2008

De Felipe Santos - convidado especial

Espanha 0 x 0 Itália ( nos pênaltis, 4×2 )

No Ernst Happel de Viena, Itália e Espanha um jogo que se não foi exuberante, não deixou a desejar.

O primeiro tempo mostrou Azzurra e Fúria em lados opostos.

Do lado transalpino, Luca Toni, além de persistente na busca do gol (que o faria, finalmente, aparar o bigode que começou a ostentar, como promessa), pareceu um pouco menos isolado e mais ativo do que nos jogos da primeira fase.

O problema era o meio-campo, pouco inspirado. Apenas Ambrosini destoava, ligeiramente.

Do lado espanhol, o inverso. A meia parecia bem entrosada, com Xavi e Iniesta saindo bem para o jogo, favorecendo que Marcos Senna e David Silva pudessem ser mais insinuantes na armação.

O que não colaborava era o ataque.

El Niño” Torres e Villa até tentavam, mas só em chutes de longa distância ou em faltas até perigosas, mas que não saíam das mãos confiáveis de Buffon. Quando a Espanha conseguia chegar na área à base dos toques, parava num inspirado Chiellini, na maioria das vezes. Fora o número de impedimentos de Torres no 1º tempo (três, a totalidade da Espanha no jogo).

Pelo maior número de chutes ao gol, o time de Luis Aragonés até estava melhor em campo, mas a ineficiência no ataque justificou o 0 a 0.

A pressão espanhola diminuiu um pouco no segundo tempo.

Não por culpa de Aragonés: o “Bruxo” até procurou fortalecer mais as ofensivas pelo meio, trocando Iniesta e Xavi para as respectivas entradas de Santi Cazorla e de Cesc Fàbregas.

Quase ao mesmo tempo – 12 minutos -, Roberto Donadoni fizera a primeira troca do jogo, colocando Camoranesi no lugar de Perrotta.

E foi o ítalo-argentino que teve nos pés o lance mais agudo do tempo normal: aos 15 minutos, após um bate-rebate na área, chutou de esquerda. Iria no contrapé de Casillas, todavia ele evitou o gol com a perna.

Fora as trocas de Cassano por Di Natale e Torres por Daniel Güiza, o mais perigoso foi um chute de Marcos Senna, aos 35, cujo efeito impediu que Buffon encaixasse a bola. O frango que definiria o jogo foi evitado pela trave.

E chegou a justa prorrogação.

No tempo extra, os italianos pareceram ir com mais sede, nos minutos iniciais. Aos 4 do 1º tempo, Di Natale aproveitou cruzamento da direita, cabeceou, e obrigou Casillas a fazer a defesa mais bonita do jogo.

Donadoni se entusiasmou e colocou Del Piero em lugar de Aquilani, na esperança de que a experiência de “Delpi” ajudasse a Azzurra a definir o jogo ainda nos 30 minutos.

Não deu.

O empate sem gols acabou sendo justo.

Teríamos a segunda decisão por penais nas quartas-de-final da Euro. O que mostra a normalidade dos jogos ficarem mais renhidos com a aproximação da final.

Tudo começou bem nos pênaltis, mas, dos dois grandes goleiros que protagonizariam a definição, o primeiro destacado foi Casillas. Daniele De Rossi chutou baixo, na direita, e o arqueiro do Real pegou a segunda cobrança italiana.

Após Marcos Senna e Camoranesi terem convertido as suas, a Azzurra voltou a ter esperança de seguir reconstruindo-se durante a Euro, com Buffon aparecendo mais uma vez e defendendo, imponente, a cobrança de Güiza.

Aí, Iker tratou de mostrar que a Espanha não liga para camisa. E defendeu a cobrança de Di Natale, agora na direita.

Restava a um dos melhores jogadores espanhóis da temporada levar a Espanha às semis. E Fàbregas não perdeu: 4 a 2.

Parafraseando a manchete do “Marca”, que consolava a Espanha após a eliminação nas oitavas-de-final da última Copa, a Espanha realmente tem time. E voltou para provar isso.

Cadê a “amarelona”, hein?

Escrito por Vitor Birner às 1:28 Vitor Birner

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5 Comentários »

A conferir. A camisa tende a pesar se a final for Alemanha e Espanha.

Comentário de Conrado — 06/23/08 @ 1:52

 

toda decisão está levando a melhor o time que quer ganhar, quem está se fechando para empatar está levando fumo.

Comentário de Leonardo Ackermann — 06/23/08 @ 6:36

 

birner eh cedo ainda,

vi que a espanha tem 2 exelentes atacantes mais nao tem um meio de campo criativo, foi um jogo terrivel
dormi mais uma vez e babei como bebe no travesseiro, acordei pra ver o segundo tempo com uma baita dor de cabeca, os penaltis foram os momentos mais emocionantes, o time da italia joga um futebol irritante esperando o erro do adversario
o pirlo fez falta.

espanha nao tem time para passar pele alemanha

Comentário de raf — 06/23/08 @ 10:14

 

Discordo. A partida decepcionou. Foi a pior das 3 que ví (não ví Croácia x Turquia) da 4ºs de final

Comentário de Reinaldo — 06/23/08 @ 13:27

 

Birner,é melhor esperar pois se tratando de Espanha ,a amareleda pode ainda estar por vir!

Comentário de AUGUSTO CESAR FERREIRA DA CUNHA — 06/23/08 @ 20:00

 

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