Para os defensores radicais do futebol arte.
De Vitor Birner
Não sou diferente da maioria. Amo futebol arte. Me encantei com o Inter de Falcão, o Flamengo de Zico, o Milan de Van Basten, a seleção de Telê, e o São Paulo de Raí…
Gosto de arte objetiva e não de enrolação e firulas, mas essa não é o ponto que desejo debater.
A magia do futebol está muito além dos dribles e belos gols. Eles são importantes, mas não soberanos.
Uma arquibancada lotada e empolgada pode ser mais comovente que a jogada chamativa.
O conjunto composto por jogadores inferiores, mas que trabalha unido e derrota o rival cheio de profissionais com mais virtudes também consegue emocionar, algumas vezes, mais que os craques.
Futebol é isso e muito mais!
A atividade lúdica que nos leva ao passado e continua viva em nossos corações e mentes.
A simplicidade e dedicação eternas dos atletas da várzea.
O pobre e o rico abraçados pela mesma “causa”
E acima de tudo, a indispensável rivalidade!
A rodada de hoje prova isso.
Como se falou, durante a semana, dos jogos de Corinthians e Goiás.
Garanto que a qualidade do espetáculo não é a razão. Os adversários, respectivamente Vasco e Atlético MG, nem de longe jogam futebol bonito.
Mais isso importa?
Claro que não!
Milhões vão grudar na televisão para secar o Corinthians.
Já os alvinegros, tensos e apreensivos com a possibilidade de queda, aguardam o início da partida angustiados.
Essa é a graça!
Vale para finais, rebaixamentos, diferentes divisões, competições, países. Sempre há quem torça contra ou a favor.
Tenho certeza que boa parte dos fãs se emociona mais ao ver seu time vencer na base da raça e no minuto final o principal adversário, do que uma atuação maravilhosa diante de um rival sem peso.
Ainda bem que a emoção derrota a técnica.
Sentir vale mais que admirar com os olhos.
A alquimia de tudo isso, arte, garra e conquista cheia de rivalidade é o ápice, o raro sonho de todos apaixonados pelo esporte.
Se dependesse apenas da técnica individual, o futebol não teria tanto alcance.
Não há como garantir arte na hora de vender ingresso.
Já rivalidade…



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A César o que é de César… Parabéns pelo magnífico texto. Te respeito cada dia mais, apesar de umas pixotadas de vez em quando. Mas todo mundo tem direito…
Grande abraço e muito obrigado por essa pérola. Esse é mesmo o espírito.
Ton
Comentário de Ton — 11/28/07 @ 7:03
Ton, obrigado pelo elogio. Seria estranho se todos concordassem comigo. também acho que meus leitores, as vezes, dào pixotadas. Normal, somos humanos, sempre temos o que aprender.
Abraço!
Comentário de Vitor Birner — 11/28/07 @ 17:29
Anda inspirado para escrever, não?
Muito bom o texto!!!
E, yes, sentir vale mais que admirar com os olhos.
Aliás, aí está toda a graça da vida.
E hoje, a partir das 22, saindo do trabalho, colarei o ouvido no rádio.
Mas eu não farei parte dos milhões que secarão o Timão, não!!!
De modo algum!!!!
Simplesmente irei torcer para meu amado e eterno Vasco da Gama, ora poixxxx!
Hehe!
beijo, Vitor.
Comentário de deborah — 11/28/07 @ 8:09
Paulinho vai ficar bravo, mas se há uma atividade no mundo em que a piedade é desnecessária, essa atividade é o futebol.
beijo!!
Comentário de Vitor Birner — 11/28/07 @ 17:31
Com a devida vênia, uma opinião contrária de um são-paulino. Incluir um time que tinha como volantes o Pintado e o Dinho e um atacante como o Macedo como praticante do futebol arte, é um sacrilégio ao verdadeiro futebol arte.
Comentário de Maurício — 11/28/07 @ 8:27
O São paulo jogava futebol arte e como o Milan de van basten, chegou a ser imbatível. Era só passeio. Todos os times que jogaram muito tiveram atletas sem habilidades especiais. Nem vou entrar no mérito de sua avaliação sobre os jogadores, pois nào concordo.
Abraço!
Comentário de Vitor Birner — 11/28/07 @ 17:33
Concordo. O que não entendo, ao ler esse texto, é como você prefere o sistema de pontos corridos.
Comentário de Rafael — 11/28/07 @ 8:31
O futebol é emocionante por essência. Não precisa de injustiças apoteóticas ou forçar a barra para ser apoteótico! Os pontos corridos só fazem bem ao futebol.
Abraço!
Comentário de Vitor Birner — 11/28/07 @ 17:35
Sabia que um cara gente boa como você no fundo tinha que ser corinthiano. Só não precisava fazer uma declaração de amor assim, publicamente.
Comentário de davidoff — 11/28/07 @ 8:36
O sr. sabe muito bem que sou são-paulino. O que vi de meu time contribuiu muito para p que penso. Como sabe, não me apego aos padrões e o discurso da mídia velha rotulando as equipes não tem a ver com a realidade.
Abraço!
Comentário de Vitor Birner — 11/28/07 @ 17:37
Por falar em futebol arte, domingo último senti um misto de tristeza e saudades ao ver os melhores momentos de Flamengo 1 x Palmeiras 4, pelo Brasileirão de 1979.
Saudades em rever a melhor partida que o Palmeiras fez fora de casa em todos os tempos, numa jornada inesquecível.
E tristeza ao constatar que aquele Palmeiras de Telê Santana só encantava…nas horas erradas!
Isso mesmo!
Esse time que meteu 4 no futuro campeão do mundo foi atropelado por Falcão e Cia. na semifinal contra o Inter, e foi patéticamente desclassificado no Paulistão com um gol de canela de Biro-Biro.
E a sina desse Palmeiras Telê levou para a tão badalada, mas sem garra e coração, seleção de 1982.
Comentário de Roque — 11/28/07 @ 8:42
E o gol do Falcão naquela partida? Quem não se lembra daquele show do palmeiras? E o carlos Alberto seixas?
Abraço!
Comentário de Vitor Birner — 11/28/07 @ 17:38
Parabéns, Birner!
Tanto é verdade que a emoção é mais importante, que a torcida santista não se empolga com esse time que tem se apresentado. Está em segundo lugar, mas não tem alma, nem vibração. É burocrático e tem muita sorte!
Comentário de Orlando Franco — 11/28/07 @ 9:26
Concordo. falta muita pegada! Parece que as vitórias e derrotas causam o mesmo impacto nos atletas.
Abraço!
Comentário de Vitor Birner — 11/28/07 @ 17:39
Caro Birner, sou um amante do futebol-arte mas, de modo geral, concordo com o que você escreveu. Claro que o ideal é unir arte, técnica, competitividade, rivalidade, futebol coletivo e raça, mas isso é raríssimo.
Particularmente, acho muito chato a torcida ficar pedindo “raça” aos jogadores. Por que nunca pedem técnica ou criatividade?
Seja como for, é bom saber que vc não é contra o chamado “futebol-arte” – expressão que infelizmente ganhou uma conotação pejorativa, graças, sobretudo, aos defensores do futebol de resultados…
Um grande abraço e parabéns pelo seu trabalho!
Comentário de Renato Bianchi — 11/28/07 @ 9:39
Renato, obrigado pelo elogio. talvez não gritem técnica para não piorar ainda mais. O que há de pior que um limitado tentando fazer graça?
Abraço!
Comentário de Vitor Birner — 11/28/07 @ 17:40
Parabens pelo texto Birner!! Fico feliz em saber que existem jornalistas que valorizam a verdadeira arte do futebol, e não macaquices circenses e sem objetivo de jogadores mediocres e pipoqueiros como esses Kerlons da vida..
Comentário de alessandro — 11/28/07 @ 9:49
Não há futebol arte sem superação e desejo enorme por vitórias. Técnica e um dos pontos para o jogador ser diferenciado.
Abraço!
Comentário de Vitor Birner — 11/28/07 @ 17:41
Agora entendi. Gostei.
Comentário de carlos luchetta — 11/28/07 @ 11:05
Abraço!
Comentário de Vitor Birner — 11/28/07 @ 17:41
Olá Vitor!
tem vezes que “eu racho” de tanto rir com alguns comentários de vocês.
Muito bacana seu texto e diria que até um tanto quanto poético
Bom, mas vim aqui hoje, pela primeira vez, pra dizer que gosto muito dos seus comentários no CBN Esporte, aliás o clima que permeia o programa é muito contagiante e interativo e o Juca é muito divertido
Agora sobre o jogo do corinthians…
Hoje eu secarei o corihthians, com toda força uterina que uma mulher pode ter, para que ele perca o jogo contra o vasco, primeiro porque sou São Paulina e segundo porque meu irmão caçula é corinthiano e vive enchendo a minha paciência com timão pra lá e timão pra cá :P.Vai ser uma delícia ver o corinthians na segundona.
E hoje à noite estarei de ouvido grudado no rádio para ouvir e sentir a vitória do vasco
Beijo grande
Comentário de Wilka — 11/28/07 @ 12:04
Wilka, bem-vinda! Fico feliz que goste de nosso atípico programa. nada é combinado. Vou ao ar sem saber o que o Juca dirá. Você e milhões secarão. Acvredito no empate. Palpite: 1 a 1.
Beijo!!!!!!
Comentário de Vitor Birner — 11/28/07 @ 17:43
Vitor o futebol no Brasil esta cada vez mais chato. Não vou entrar no mérito sobre pontos corridos ou não. Mas o fato é: esta chato. Hoje o jogo mais esperado, que talvez bata recorde de audiencia, é para decidir se um time cai ou não para a segunda divisão. Tudo bem que é um time grande com grande torcida, mas não passa nem perto do mais importante que é o titulo. Ou não, não é o mais importante ? Pois somente se fala em emocionantes brigas pela libertadores e para não cair, e o jogo do titulo nem sequer foi televisionado. Não é questão de ser futebol arte ou não, já não existe arte no futebol brasileiro há muitos anos. A maior atração deste campeonato é como voce escreve, seque o Corinthians hoje, em nome da rivalidade. Aí eu pergunto, e se nem Corithians, nem outro time de maior rivalidade estivesse nesta situação, qual teria sido a grande atração do campeonato. Particularmente, gosto mais da Copa do Brasil, pena que baniram os grandes dela.
Comentário de Marco Denizard — 11/28/07 @ 13:56
Mesmo que tenha menos importância, as vezes o ineditismo derrota a qualidade. Acho que o futebol brasileiro teve momentos melhores, mas também, mesmo nos anos 80, houve piores.
Abraço!
Comentário de Vitor Birner — 11/28/07 @ 17:45
Por isso que um campeonato no mata mata é muito mais reconhecido qeu por ponto corridos, a emoçao de ver seu time disputando partida de vida ou morte é quer dizer são outros quinhentos, os pontos corridos podem ser justos, mas não dá a emoção como numa final!!!
Voce sabe disso né, foi emocionante o São Paulo garantir o título contra o América-RN, assim como foi emocionante o jogodo Corinthians com o Goias em 2005.
Não troco o de 90 por nenhum dos outros 3 que o corinthians ganhou, talvez o São Paulo troque pooi nunca ganhou um jogo de final no Brasileiro!!!
Comentário de Fabiano Pinto — 11/28/07 @ 15:21
E a vitória por 1 a 0 contra o Bragantino. ganhou finais de Libertadores.
Abraço!
Comentário de Vitor Birner — 11/28/07 @ 17:46
Curioso que o Internacional do Falcão seja hoje chamado de Futebol-Arte.
Em várias edições da minha coleção de revistas Placar dos anos 70, discutia–se o Internacioal e na maioria colocavam-no como imbatível porém mecânico e pragmático; num misto de correria e marcação, dado que o time nunca fascinou pelo ataque, mas pelo Manga, Figueroa, Marinho Peres, Batista, Falcão, Caçapava etc… O próprio Minelli era criticado por ser defensivista.
Enfim, os tempos mudaram. Daqui a 20 anos acharam o Grêmio do Scolari futebol-arte também. O que não acho ruim.
Abraço.
Comentário de Battaglin — 11/28/07 @ 16:39
battaglin, costumo nescrever sobre o que vi e o Inter foi o primeiro time que me impressionou. Jogava futebol espetacular. O blablablá da mídia esportiva não levo muito em conta.
Abraço!
Comentário de Vitor Birner — 11/28/07 @ 17:47
Eu não gosto de voltar ao assunto, mas nossa imprensa do nada reverencia pessoas e esquece a grande realidade dos fatos. O São Paulo do Telê jogava muito no estilo Muricy Ramalho. Jogo fora era um drama e geralmente perdia. Em casa tudo bem fazia o seu dever. Certamente na época vc era um jovem e empolgado torcedor de arquibancada, em que o fanatísmo ajudava bastante na visão de um suposto esquadrão. Eu posso lhe garantir, que o Telê Santana após o insucesso das maravilhosas seleções de 82 e 86, deixou de lado o futebol arte e adotou o futebol de resultados e a prova disso foram as duas vitórias conquistadas a duras penas (embora merecidíssimas) em Tóquio contra o Barcelona e Milan. Vitórias da raça e não da arte. Desculpe a volta, mas esta é a minha opinião, apesar de respeitar a sua e os seus conceitos sobre o futebol, pois afinal de contas és um profissional do esporte.
Comentário de Maurício — 11/28/07 @ 19:12
Que bobagem, Victor. Como não dá pra garantir que futebol-arte não vende ingresso? O Barcelona do ano retrasado, o Arsenal do Henry campeão invicto, o Palmeiras de 96…todos com estádios repletos.
Comentário de Conrado — 11/28/07 @ 22:41
Realmente Birner,
Nem é só o Gol que importa no futebol para isso existem goleiros…
Tanto é assim que comecei uma campanha no meu Blog(http://abobrinhatricolor.blogprofissional.com.br) para que o Rogério Ceni jogue, no ano que vem coma camisa 10…
Parabens pelo blog e por colcoar o Juca Kifouri (as vezes) no lugar…*rs
Comentário de Luiz Edmundo Machado — 11/29/07 @ 15:13
Olá Vitor uma observação : O time ao qual você se refere do Raí e cia,era muito faltoso.Confirme com o PVC para tirar dúvidas.Grande time, mas tinha esse detalhe que não combina 100% com futebol arte. Uma pergunta: O palmeiras academia,os times de 93/94/96 o que você tem contra a “arte ” desses belos times? Abraço.
Comentário de Marcelo — 11/30/07 @ 11:35