Este é o segundo post da série “Apodos”. Como o primeiro, trata de 3 times.
O maior, na hora “h”, em competições continentais, costuma refugar. Disputou 30 edições de Libertadores e chegou em 4 finais. Foi derrotado em 11 semifinais.
O considerado médio pelos hermanos, ao contrário, disputa “apenas” a sua décima Libertadores, mas está na quinta decisão.
O pequeno, como outros times do mesmo patamar, possui personalidade, estilo e torcida com alma. Porem nunca foi campeão em divisões principais.
Os três são centenários.
River Plate - Los Millonarios
Segunda maior torcida do país, o River Plate tem essa alcunha não pelo fato, que é verídico, de não ser exatamente um time de raízes humildes.
Mas foi na década de 30, com a entrada do profissionalismo no futebol argentino, que o time de Nuñez virou o “milionário”. Tudo porque investiu pesado em contratações de peso. Ano após ano o investimento se manteve e o apelido se perpetuou.
O “apodo” mais ofensivo dos Millonarios é “Las Gallinas”.
Ganhou força no ano de 1966, quando o River, a 18 anos sem conquistas, perdeu por 4×2 a Final da Libertadores contra o Peñarol, e de virada.
Essa derrota foi humilhante e no jogo seguinte, contra o Banfield, a torcida adversária soltou uma galinha em campo, para deleite de todas as demais hinchadas.
O termo “galinha” denota covardia e impotência, e é a cruz dos Millonarios que possui 33 Nacionais, duas Libertadores e um Mundial.
Estudiantes de La Plata - Los Pincharratas
O time, como sugere o nome, foi fundado por estudantes. No caso, de medicina.
Eles, naturalmente, se preferir infelizmente, usavam ratos em pesquisas. Um dos significados de “pinchar” é espetar, pinçar.
No caso, Pincharrata seria o mesmo que pegadores, ou espetadores, de rato. A tradução não é ao pé da letra, mas este é o sentido do apelido.
“Los Pinchas” virou uma abreviação válida, e este tornou-se o apelido oficial do time que tem também o leão como mascote. A autoria desse apodo é reinvidicada pelos rivais do Gimnasia.
Fundado em 1905, a ficha de títulos pincharrata é respeitável. Tem 4 Campeonatos argentinos, 1 Mundial Interclubes e 3 Libertadores da América (as Libertadores foram consecutivas).
Platense - Los Calamares
As Lulas possuem uma glândula de tinta que serve de mecanismo de defesa para momentos em que estão acuadas. Com essa tinta, a água fica manchada, e elas podem fugir. Essa tinta, embora não seja exatamente marrom, costuma ser apresentada como se fosse em livros educativos.
Em 1907, o time mudou de cor. Saíram o vermelho e preto. Entrou o marrom.
No ano seguinte começou a jogar num novo campo, muito barrento e, obviamente, marrom em várias partes. Um “periodista” escreveu que, no barro, o Platense joga melhor, pois “se movem como calamares em sua tinta”.
O marrom entra duas vezes na vida do Platense, com o barro e a nova camiseta. E a tinta de uma lula torna-se a metáfora perfeita. Um dos únicos times marrons do mundo está, agora, apelidado.
O nome do time vem de um haras chamado Platense. Esse haras cuidava de um cavalo que, ao ganhar uma corrida, viabilizou financeiramente o nascimento do time. Os fundadores apostaram no eqüino. Não consta que o cavalo era marrom.
Em 104 anos de vida, o máximo que o clube portenho conseguiu foi o título argentino da segunda divisão, em 2005.
De acordo com a coluna De Prima, do Lance!, escrita por Marcelo Damato, árbitros na ativa e aposentados ficaram indignados coma escolha de Ricardo Marques Ribeiro para Internacional 2×2 Corinthians.
Acham que por ele trabalhar na Série A faz apenas 2 anos, a opção deveria ter sido outra
Alguém mais experiente, mesmo fora do quadro da Fifa.
Ricardo Marques Ribeiro é árbitro-Fifa.
Por partes: acredito mais no momento técnico dos apitadores e na sorte durante os 90 minuto que na experiência
Ela ajuda bastante, mas caso o árbitro seja do nível do aposentado Pierluigi Colina, sem dúvida o melhor que vi.
No mais, todos têm altos e baixos.
As finais da Copa do Brasil servem de exemplo.
Héber Roberto Lopes cuidou do cumprimento das regras na vitória corintiana por 2×0.
Seu desempenho, mesmo experiente, foi inferior ao colega que trabalhou no Beira-Rio.
E detalhe: a partida de ontem, em Porto Alegre, foi beeeeeeeeeeeeeeem mais difícil que a do Pacaembu.
As críticas dos preteridos e ex-apitadores é carregada de ciúmes e corporativismo.
Não há embasamento técnico suficiente para ser levada considerada relevante.
Sem dúvida, se Ricardo Marques Ribeiro fosse mal, a explicação do desempenho sofrível já estava na ponta da língua.
E muita gente, é uma pena, vibraria por causa do fracasso do “companheiro” de arbitragem.
Quanta união, justiça e vontade de ver o futebol bem jogado!
Haja amor pelo esporte!
Mas não é da Fifa?
Ou a indicação para o quadro da Fifa é técnica, ou é política e interessada.
Ou Ricardo Marques Henrique chegou no grupo dos melhores apitadores brasileiros por mérito, ou alguém o colocou lá.
Se isso aconteceu, temos que saber também por quais razões alguns outros são árbitros-Fifa.
Desconheço o trabalho de Ricardo Marques Henrique. Não posso emitir opinião.
Mas já vi péssimas, deploráveis arbitragens “dos Fifa”, premiadas com idas para grandes competições internacionais.
Inclusive em finais de Copa do Brasil.
Não lembro das reclamações doutros apitadores por causa disso.
Será que têm medo da influência política de alguém?
OBS: não são aprovados palavrões e comentários com acusações sem provas contra terceiros.
A pressão do vice de futebol Fernando Carvalho atrapalhou seus atletas.
Cada erro normal de Ricardo Marques Ribeiro logo no início (cartão amarelo para Índio que sequer fez falta em Ronaldo e falta não marcada de Willian em Bolívar) eram tratados pelos jogadores colorados como pênaltis absurdos não marcados para o Internacional.
Eles estavam muito nervosos. A indignação exagerada, além da forte marcação corintiana, não deixou os anfitriões jogarem futebol.
No primeiro tempo o Corinthians fez 2×0, Jorge Henrique (1m69), de cabeça, marcado por Danny Morais (1m88) e André Santos, em belo avanço, após passe de Ronaldo, foram os artilheiros da etapa inicial.
Antes dos gols, outro de Jorge Henrique havia sido bem anulado. Estava impedido.
No fim do primeiro tempo, o título estava decidido.
Os 45 minutos finais, naquele momento, eram protocolares.
Tite substituiu Glaydson por Alecsandro. Trocou o 4-4-2 pelo 4-3-3.
O Alvinegro voltou recuado e deu espaço para os rivais ficarem mais tempo com a bola no ataque.
O primeiro gol dos anfitriões aconteceu num lance de azar de André Santos. Tentou cortar um passe e a bola sobrou para Alecsandro balançar as redes.
O centroavante fez também, de cabeça, o do empate.
Depois sobraram discussões, ameaças de agressões, cartões (D`Alessandro e Elias foram expulsos, assim como Tite e Mano).
Não houve mais futebol. Deu tempo apenas para Ronaldo perder outro gol na cara.
Faltou apenas o dele para abrilhantar mais a justa conquista do Sport Club Corinthians Paulista.
Sacada de Mano
Como sabia que o Internacional era bem mais forte na criação pelo meio, o treinador prendeu Elias e Cristian, soltou os alas, em especial André Santos, e resolveu o duelo pelos lados.
Sabe muito!
Parabéns!
Mano Menezes: mentor e comandante do time.
Atletas: cumpriram taticamente as determinações de Mano Menezes e formaram um time com T maiúsculo. Competitivo, forte, malandro, com variações ofensivas e defensivas, como exige o futebol.
Diretoria: trouxe Mano Menezes e respaldou o trabalho dele a partir da farra de Presidente Prudente, quando aceitou a exigência do treinador e mandou Antônio Carlos embora.
Torcedores: sempre apoiaram esse time e pagaram caro pelos ingressos nas partidas do Pacaembu.
Futuro
Mano Menezes começou a formar o campeão da Copa do Brasil e do paulistinha ano passado. Deu cara ao time já na segundona. Depois, com reforços, melhorou a qualidade nas posições carentes.
Agora o comandante tem todo o segundo semestre para preparar o time que disputará a Libertadores no centenário.
Mano chegou na final, em 2007, com o limitado Grêmio.
É o cara certo para tentar quebrar o estigma em competições internacionais.
Terá o tempo necessário para planejar e trabalhar.
E a cartolagem poderá arrecadar mais com a presença certa da marca Corinthians em toda a América na próxima temporada.
Internacional
O elenco é melhor que o time.
Os atletas são mais qualificados que o futebol da equipe.
No campeonato de pontos corridos, o brasileirão, onde a média das atuações define o campeão, a chance de título é boa.
Nacional e Estudiantes tinham três coisas em comum.
Ambos são Tricampeões da Libertadores, estão a décadas sem chegar na Final, e possuem no sistema defensivo o ponto forte do time.
A área argentina liderada por Desábato, forte e experiente, e a uruguaia por Coates, jovem e talentoso.
O Estudiantes, sem Verón, foi de Matias Sanchez, honesto.
O Nacional surpreendeu, e, precisando do gol, mudou o ataque: Bizcayzacu preterido, Mondaini entrou.
O objetivo da troca, qualquer que fosse, não surtiu efeito. O Nacional não conseguiu forçar a zaga argentina.
Jogou excessivamente pela esquerda, só pela esquerda, com Dominguez demasiado à frente, mas causou contra-golpes. O contra-golpe pincharrata era mais perigoso que o golpe local.
Nos 15 minutos finais do primeiro tempo, muita pressão uruguaia, penalty reclamado, nenhum lance realmente agudo.
Etapa final, e o Nacional coloca Lodeiro, driblador, e o campo fica mais apertado, o gol poderia até amadurecer. O fim do 1° e o começo do 2° tempo foi o momento mais lúcido do time da casa.
Mas Coates, principal responsável pela segura classificação do Bolso diante do Palmeiras, falhou feio. Entregou. 1×0 Estudiantes.
Em seguida, Dominguez sai, entra o atacante Garcia, e o Nacional se desfigura.
É dicotômico. O Nacional cria suas melhores chances, empata o jogo com El Cacique Medina, mas o custo disso é oferecer contra-ataques insanos.
Demorou para Boselli fazer seu segundo gol na partida. Podia ter sido antes. Mas também não precisava. Os argentinos suportaram o desespero uruguaio.
Defesa elegante mas arrojada, atacante em fase inspirada, time consistente para atuar sem Verón e manter a qualidade. Um grande goleiro.
Após mais de 30 anos, El Pincharrata volta à final da Libertadores.
Há de usar os ensinamentos da Sul-americana de 2008, perdida na Final para o Inter-RS.
O representante brasileiro terá muito, muitíssimo trabalho para batê-los..
Basta dizer que se o Alvinegro fizer um gol o adversário precisará de quatro.
O Corinthians, sob a tutela de Mano, nunca perdeu por 3 de diferença.
Por isso, a missão colorada é bem difícil.
Mas longe de ser impossível.
Dá para imaginar vários tipos de clima diferentes.
Se o Inter fizer o gol esquenta o Beira-Rio.
Caso o Corinthians consiga o dele, o “inferno” prometido por Fernando Carvalho gelará.
A única certeza é de partida deveras tensa depois dos vídeos, declarações, erros de arbitragem contra o Colorado e derrota do Inter para o Goiás, determinante na última rodada do Brasileirão 2007 para o rebaixamento corintiano.
O Corinthians é mais bem treinado.
O Inter, em tese, mais capaz com a bola nos pés.
Precisa de lances individuais para reverter a situação.
A não ser que o sistema defensivo do campeão paulista tenha desempenho abaixo do normal.
Finais mexem com os atletas, melhoram e pioram suas atuações, são propícias para heróis e vilões.
Esta é a maior decisão corintiana na temporada.
Na Copa do Brasil não encarou adversário com a capacidade dos gaúchos
A equipe foi bem demais no mata mata do paulistinha, porem oscilou contra os limitados Atlético-PR e Vasco na Copa do Brasil.
O Inter seguiu na mesma linha no estadual e sofreu na copa brasileira diante de Flamengo, confronto mais duro que os do Corinthans neste campeonato, e Coritiba.
O título dos anfitriões seria épico e a perda dele pelo visitantes desastrosa.
Isso deixa claro o tamanho da vantagem corintiana.
A volta de Nilmar, se não foi contaminado pela síndrome pós seleção, é o grande trunfo do Inter.
André Santos e Kléber também estão disponíveis
A CBN transmitirá o confronto às 21h02
Além de Deva Pascovicci, André Sanches, Paulo Massini e este blogueiro, habitues nas jornadas esportivas da rádio, Juca Kfouri reforçará o time.
Antes, ás 20h, o chefe apresentará o CBN Esporte Clube do Beira-Rio.
Que o árbitro Ricardo Marques Ribeiro faça a melhor atuação da vida dele.
A apresentação do novo madridista foi um grande evento.
Quarenta mil torcedores foram ao Santiago Bernabeu.
Mais de 100 países acompanharam ao vivo a união das marcas Kaká e Real Madrid.
Quatrocentos e cinqüenta jornalistas estavam lá.
Ou seja: bastou pisar no clube, antes mesmo de disputar um jogo, e o clube iniciou a dura tarefa de recuperar o absurdo investimento.
Na entrevista coletiva, em português, ele disse algo que mostra a perspicácia bem maior que a da média de colegas boleiros.
“Aprendi que o talento no futebol não é suficiente para ganhar títulos”.
Perfeito!
Não pela obviedade que muitos teimam em discordar.
Mas porque naquele instante, em décimos de segundo, lembrou dos problemas do Real Madrid de desunião com outros grandes elencos, e deu o recado para torcedores, dirigentes e companheiros.
Kaká, lembro, vive hoje na seleção de Dunga ambiente de time sério.
Em 2006, ao contrário, foi tolido por alguns consagrados no mundial da Coréia do Sul e Japão, pois eles viviam momento de “festa” em Veggis e depois na Alemanha.
Pareciam grandes astros da música pop e não pareciam atletas.
Antes da coletiva, Kaká foi recepcionado pelos fãs merengues.
No gramado teve seu nome cantado.
Falou poucas palavras em espanhol, devidamente estudadas, como se espera do verdadeiro profissional.
Enquanto aqui teve atleta que trocou o nome do time na apresentação, pois estava no mundo dele, o brasileiro faz o possível para ser parte do novo país
Nunca me esqueço de algo dito pelo atleta sobre a rápida adaptação no Milan.
“Muita gente quando vem para a Itália tenta adaptar o país a eles. Eu vim para cá para me adaptar ao país”.
Veja abaixo a apresentação de Kaká no gramado do Santiago Bernabeu.
Nacional e Estudiantes já decidiram duas Taça Libertadores.
É um confronto de Tricampeões.
O placar deste duelo está empatado em 1 a 1.
Em 1969, o Estudiantes conquistarou o bicampeonato após duas vitórias frente ao Nacional, 1 a 0 em Montevidéu, em 15 de maio, e 2 a 0 em La Plata, em 21 de maio.
O vice-presidente de futebol do Internacional, Fernando Carvalho, sentiu a pressão que sofre quem mexe com as coisas do Corinthians.
Me pareceu indignado quando disse: “O Corinthians parece a vaca sagrada do futebol nacional, pois não se pode falar nada dele” (declaração está no Uol)
“Todo mundo se viu obrigado a comentar e ver as imagens que mostramos, que são incontestáveis, com erros crassos que favoreceram o Corinthians”.
Fernando Carvalho foi infeliz, indelicado na comparação.
Nestes anos de trabalho com o jornalismo esportivo percebi que realmente é diferente tocar nos temas do Alvinegro.
Os assuntos corintianos, tanto para o bem quanto para o mal, ganham dimensões maiores.
É a equipe com maior mercado no Estado mais rico da nação.
É a que dá mais audiência e aumenta o interesse de bons patrocinadores para quem faz transmissões televisivas.
Também vende mais jornais e, se não passar na tv, aumenta o número de ouvintes no rádio.
Em suma, quem se preocupa diretamente com resultados financeiros e trabalha em empresas de comunicação que fazem esporte - sob nenhuma hipótese isto é problema do jornalista - sabe que o sucesso corintiano pode se refletir no faturamento.
E estamos no mundo da grana.
Talvez por isso Fernando Carvalho disse a frase agressiva.
Colorado fanático, deve estar estar enciumado.
E perdeu a mão.
Nesta história toda, tem um aspecto que me incomoda bastante.
O Inter enfrentou problemas com o apito no 2×0 do Pacaembu, porem não entrarei no mérito sobre as falhas dos apitadores ao longo do campeonato.
Precisaria ter visto todos jogos dos gaúchos para opinar.
Cansei de ouvir o povo, influenciado pelas imagens, lembrar apenas do que convém.
Há seríssimas distorções sobre quem foi beneficiado quando.
Apenas relembro que a comissão de arbitragem é ligada à CBF e que o Internacional de Fernando Carvalho é eleitor do dono do futebol brasileiro.
Se sabe que existe algo direcionado, denuncie, ou ao menos, caso não haja provas, vote contra ele.
Tem muita fumaça neste pré-jogo, porem não encontro o incêndio
Só o árbitro, realmente próximo da fogueira, precisa arrumar uma forma de não ser jogado nela.
E toda esta tensão vai para dentro de campo.
Abaixo há 2 vídeos.
O primeiro com o dossiê do Internacional sobre os erros que beneficiaram o Corinthians segundo o dirigente do Inter.
O outro está na globoesporte.com. O link o (a) leva até lá.
OBS: Recebi vários comentários com afirmações de que o campeonato foi comprado por esse ou aquele time. Não posso aprová-los, pois é preciso de provas para garantir que há armação. O país tem leis.
Se os jogadores fossem responsáveis, não seria necessária a concentração.
Grande parte dos times europeus já a aboliu.
Indisciplina e irresponsabilidade são coisas do ser humano.
O ambiente controlado e de respeito ajuda os mais “agitados” a manter a linha.
Por isso, no Brasil, concentração é, tirante raras exceções, indispensável.
Ronaldo deu as seguintes declarações contrárias as concentrações.
Deixo algumas questões sobre elas.
“Gostaria de ter uma rotina mais tranquila, mesmo que treinando, obviamente. Destes seis meses que tivemos até agora, passamos praticamente três em concentrações”
“Como falei no começo, não quero ter nenhum tipo de privilégio. É exagerado o tempo que passamos em concentração. É muito tempo trancado em hotel. Ganhando eu acho que as coisas devem melhorar. Talvez vamos passar muito mais tempo em casa do que em hotel. Ou então concentrar só um dia. Ou não concentrar”
Peço desculpas ao craque, mas está errado.
Mano Menezes comeu o pão que o diabo amassou para colocar a acasa em ordem.
Baladas, pouco sono e bebidas nas madrugadas antes de treinos marcaram o início do trabalho.
Não pode. Sem preconceito. Também gosto e faço. Só que não sou jogador de futebol.
Eu, no lugar de Mano, jamais confiaria no comportamento dos atletas.
Teria certeza que, cedo ou tarde, alguém meteria os pés pelas mãos. Se trata de oportunidade e momento. De mulher bonita e vontade de se desligar.
Nada contra, porem quando o sujeito é atleta, o prazer de hoje pode ser o fracasso de amanhã.
Jogador brasileiro é irresponsável.
O momento é outro, porem as baladas de Ronaldo e o patético estado físico dele no Mundial de 2006 falam mais que qualquer argumento meu.
“O Barcelona não concentrou nenhum dia durante a Copa dos Campeões. Só foi concentrar na decisão, porque foi exigido. E, no entanto, eles ganharam tudo”
“Nós nem temos mais brincadeiras entre a gente.
“A opinião é minha, mas acho que interfere no grupo inteiro”, finalizou Ronaldo.
“Se concentração ganhasse jogo, o time do presídio venceria sempre”
Até jogador brasileiro, quando veste a camisa de times como o Barcelona, se comporta melhor que noutros locais.
Nenhum admitirá publicamente, porem valorizam e respeitam mais os times do velho continente que os nossos.
Aqui eles ficam mais relaxados.
Em suma, concentração poderia ser dispensável, entretanto não é na gigantesca maioria das vezes que tratamos de times brasileiros.
Outra coisa: a declaração não afetará o desempenho do Corinthians.
Contudo Ronaldo sabe de sua força e usou o momento para questionar o treinador.
Colocou pressão.
Se não fosse Mano Menezes nem ele conseguiria atuar bem.
O time corre por Ronaldo, é unido em campo, taticamente foi adaptado para a entrada do centroavante…
Eu, no lugar dele, ao invés de sutilmente mandar o recado, agradeceria e muito ao técnico, grande responsável pelo ótimo desempenho Alvinegro em 2009.
Defenderia a metodologia de trabalho dele e discutiria o assunto diretamente com quem decide.
A falta de experiência em partidas decisivas e tensas, cuidou de poucas, depõe contra Ricardo.
Por outro lado rodei horas na net atrás de críticas contra ele e não encontrei muitas.
Não existe apitador imune aos erros, ainda mais no meio do tiroteio dos cartolas.
O Internacional com vídeo e dossiê mostra erros favoráveis ao Corinthians, além de questionar a arbitragem do jogo de ida no Pacaembu, o Alvinegro rebate com nota oficial…
A situação é complicada.
A experiência talvez fosse útil, mas nem de perto é garantia da diminuição das falhas.
Basta lembrar quantas vezes você foi ao campo desconfiado da competência de Carlos Eugênio Simon, Márcio Rezende de Freitas, Arnaldo César Coelho, José Roberto Wright e outros usulamente escolhidos para decisões quando tinham bastante rodagem.
O problema é que qualquer falha normal de Ricardo será tratada pelos desconfiados como algo pré-determinado.
Ele sabe disso.
A inexperiência, se o apitador tropeçar, será ressaltada nas críticas, mesmo se nada tiver com as gafes.
Imagino que Ricardo Marques Ribeiro considerou um privilégio a escolha.
Resta saber se continuará pensando assim depois do jogo.
Boa sorte!
Curiosidades.
Separei algumas reportagens com polêmicas sobre jogos arbitrados por Ricardo Marques Ribeiro nos últimos tempos.
Ano passado foi suspenso pela comissão de arbitragem porque falhou nas questões disciplinares em Coritiba 2X0 Palmeiras (globoesporte.com)
Os hermanos são bem mais criativos e liberais com eles.
Noto que despertam grande curiosidade dos fãs brasileiros de futebol.
Por isso listamos vários.
Até agora temos 54 só de times. Há equipes que muita gente nunca ouviu falar, porem com histórias curiosas.
Não sabemos, é claro, a origem de todos apelidos, mas pesquisar é parte de nosso trabalho.
Quem tiver curiosidade sobre algum especificamente, por favor avise.
Este post é o primeiro de vários outros chamados “Apodos”.
Misturaremos quase sempre 3 times de tamanhos diferentes enquanto não se esgotarem as possibilidades de grandes, médios e pequenos.
Depois trataremos dos jogadores (a lista é muuuuuuito maior que a dos clubes)
Por ser o de estréia, a escolha das equipes foi especial.
Escolhemos, na verdade escolhi, o Leandro é “vítima”, 2 gigantes.
O primeiro e maior time argentino, como não poderia deixar de ser, é o Chacarita Jrs (he! he! he!) que foi vice-campeão na segundona e voltou à primeira divisão.
Na sequência está o Boca, maior campeão continental, que um dia fugiu do Chacarita Jrs.
O terceiro é o campeão da segundona, o Atlético Tucumán, que estreará na principal divisão.
Espero que goste.
Aviso: Há palavrões nos vídeos abaixo. Quando se fala de torcida no estádio, seja na América do Sul ou Europa, eles sempre aparecem.
Chacarita Juniors - “Los Funebreros”
O “Chaca” foi fundado num dia 1º de maio, dentro de um comitê socialista, e a maioria dos empregados que participaram do comitê trabalhavam no cemitério local. Isso explica o apodo “Os fúnebres”. As cores do time fazem igual relação a esses funcionários.
Eles pintaram deliberadamente o cemitério de vermelho e preto, porém, como um padre da igreja local reclamou, resolveram colocar uma faixa branca nas pinturas, entre as faixas coloridas. Dessa forma, a pintura ficou semelhante ao uniforme reserva do São Paulo. E virou a roupa de Los Funebreros.
O Chacarita foi campeão argentino em 69. Terceiro lugar em 71. Seus maiores rivais são o Atlanta, e também o Boca Juniors. A rivalidade com o Boca é difícil de imaginar no Brasil, posto que são times de escalões distintos.
Um exemplo forte e agressivo dessa rivalidade ocorreu em 2004, num ato que ficou conhecido como “Dia del ausente”.
No ano anterior, as hinchadas de Chaca e Boca brigaram feio na Bombonera, um dos episódios mais violentos que se tem registro. No ano seguinte, outra briga entre as torcidas, em jogo em Mar Del Plata. Pouco depois, em jogo pelo Clausura, os dois times iam se ver no campo do Chaca.
A Polícia, ao concluir absoluta falta de segurança, comunicou a AFA que cancelou o jogo. Mas a barra funebrera foi ao estádio, num ato simbólico de afronta ao rival “ausente”.
Boca Juniors - Los “Xeneizes” / Los “Bosteros”
A apelido Xeneize tem origem genovesa. No caso, Xeneize significa Genovês, ou navegante genovês.
No bairro de La Boca moravam muitos genoveses trabalhadores, daí o apelido. Esses genoveses tinham moradias humildes, o bairro do Boca é pobre, sempre foi, e, quando inundava após alguma forte chuva, subia o odor dos esgotos da região. Daí nasce o apelido Los Bosteros, feitos pelos rivais, que diziam que os “bosteros” da região jogavam seus lixos no esgoto, no rio, e tudo isso voltava para a casa deles.
O Boca é o mais vencedor time da Argentina, contando 3 Mundiais, seis Libertadores, duas Sulamericanas, mais Recopa, Supercopa e 29 campeonatos argentinos entre épocas amadora e profissional.
No vídeo, o visual de quem está dentro da Bombonera.
Atlético Tucumán - “Los Decanos”
O Atlético Tucumán é conhecido como El Decano por uma razão simples, mas polêmica. Eles se consideram o time mais antigo do país, ignorando o fato do Quilmes ter nascido em 1887. o Tucumán nasceu em 1902, mas, ainda assim, consideram-se os decanos do futebol argentino, já que não consideram os primeiros anos do Quilmes como válidos.
Seu maior rival é o time da mesma província, o San Martín de Tucumán, que veste vermelho. A melhor posição de Los Decanos havia sido em 1990, quando perderam a decisão e o então inédito acesso. Mas, enfim, o Tucumán é, hoje, ao lado do Chacarita, integrante da elite. Conseguiram o acesso para a temporada 09/10.
No vídeo, a torcida do Atlético Tucumán recebe os jogadores de forma emocionante.