De Vitor Birner
A festa antecipada não atrapalhou.
A apresentação do Fluminense foi digna.
Poderia ter sido campeão.
Washington, Conca, os Thiagos, Cícero, Fernando Henrique, Renato…
Todos estão de parabéns.
O Fluminense nunca tinha passado da primeira fase.
E chegou na final após derrubar times tradicionalíssimos na competição, gigantes da América, como São Paulo e Boca Juniores.
A LDU, desbravadora de fronteiras para o futebol do Equador, deve ser aplaudida em pé.
Legítima campeão da Copa Libertadores da América.
O jogo
“Porque tem dado certo”
Assim Renato explicou ao repórter Vitorino Chermont antes do início do duelo, a escalação do Fluminense.
No caso, a mesma das últimas partidas.
Sem Dodô, tal qual muitos pediram, e sem Roger, como este que vos escreve achava melhor.
Edgardo Bauza também não modificou seu time.
Os 78918 pagantes que proporcionaram fantástica renda de R$3.910.044, dentre eles 1.600 equatorianos, esperavam o atrasado início do confronto.
Todos imaginavam pesada pressão dos anfitriões no início.
Quando eram passados 5 minutos, Guerrón foi lançado pela direita em contra-ataque.
Ygor fazia a cobertura por ali. Era a opção de Renato para evitar a repetição da festa equatoriana pelo lado de Júnior César.
Errou o treinador.
Guerrón conseguiu fazer a jogada.
Ele cruzou para Bolaños que chutou no canto direito de Fernando Henrique.
Os dois melhores atletas da LDU tiveram liberdade e tudo que aconteceu em Quito não servira de lição.
A situação que já era complicada, piorou.
Mas…
Na seqüência, se Washington perdeu ótima oportunidade de empatar, Manso desperdiçou o segundo gol depois de Gabriel perder a bola na saída de jogo.
Em meio ao nervosismo, aos 11 minutos, Thiago Neves chutou de longe e Cevallos não conseguiu defender. Ele demorou para ir na bola. Falhou.
O gol deixou a partida aberta. O Flu, obviamente, tomava iniciativa e atacava.
A LDU, recuada, tinha todo espaço necessário e mais um pouco para contra-golpear.
Mesmo assim, as chances de gol minguaram.
Elas nem eram bloqueadas no meio. O trabalho ficou para os zagueiros, em especial os visitantes.
Só que a LDU bobeou como não pode acontecer em futebol profissional, quanto mais numa final da Libertadores.
E o Fluminense, ao contrário, como tem que ser em jogo decisivo, não titubeou.
Cícero, do nada, aos 27 minutos, recebeu a bola livre pela esquerda em cobrança de lateral de Junior César. Ninguém marcou. Cícero cruzou por baixo e Thiago Neves, na pequena área, também com o marcador atrasado, mandou para dentro.
Alguém precisa avisar o pessoal da LDU que não existe impedimento em cobrança de lateral. Não adianta levantar o braço.
Os equatorianos sentiram.
A zaga ficou desnorteada.
Aos 30, noutro erro da defesa visitante, Washington saiu na cara do gol. Ambrossi, grudado nele, mas atrás, conseguiu tocar na bola antes do centroavante concluir. O zagueiro tocou no atacante e puxou a camisa dele. Aqui, no Brasil, seria pênalti. Na Libertadores, em regra, não se apita esse tipo de infração.
Foi essa a opção do árbitro argentino Héctor Baldassi para desespero de muitos Tricolores.
Substituição no intervalo
Renato recuou Cícero e colocou Dodô no lugar de Ygor.
Não mudou nada.
O jogo seguiu na mesma toada.
E Thiago Neves conseguiu, de falta, o terceiro gol dele do Fluminense,\
Mais de meio Maracanã pensou: agora não vão segurar.
Todavia os atletas Tricolores demonstraram cansaço.
Vontade não faltava. Força física, sim.
No restante da partida, ambos correram riscos.
Na prorrogação, aos 11 da etapa complementar, Bieler fez gol legítimo que o árbitro anulou. Viu impedimento inexistente,
E a decisão da Libertadores foi para as penalidades